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Ao menos 74 pessoas foram assassinadas e outras 126 ficaram feridas em bombardeios realizados pelos Estados Unidos, na noite da quinta-feira (17/04), contra um porto petrolífero na região oeste do Iêmen. A nova agressão já é considerado a mais letal desde que os norte-americanos iniciaram os ataques contra o país em março deste ano.
As informações foram divulgadas pela imprensa local tendo como fonte autoridades de Saúde do Iêmen. “O total de mortos contra o porto de Ras Issa subiu para 74, havendo ainda a registar 176 feridos”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Anees Alasbahi, na rede social X.
O saldo dos ataques norte-americanos é o mais mortífero desde o início das agressões norte-americanas contra o Iêmen, no último dia 15 de março, já sob as ordens do presidente Donald Trump. Por sua vez, os Estados Unidos alegaram que os bombardeios destruíram o porto petrolífero de Ras Issa.
Imagens difundidas, na madrugada de hoje, pelo canal de televisão Al-Massira, apresentadas como as “primeiras imagens da agressão norte-americana” contra o porto petrolífero, mostravam uma bola de fogo a iluminar a zona onde se encontram os navios, enquanto espessas nuvens de fumo se elevavam sobre o que parece ser um incêndio. “As equipas de salvamento da defesa civil e os paramédicos estão a fazer tudo o que podem para procurar e retirar as vítimas e extinguir o fogo”, afirmou o porta-voz do Ministério da Saúde.
O porto de Ras Issa, juntamente com Hodeida e Salif, recebe cerca de 70% de todas as importações e 80% da ajuda humanitária que entra no Iémen, de acordo com a ONU.
Solidariedade com o genocídio cometido por Israel
As agressões dos Estados Unidos contra o Iêmen ocorre em solidariedade ao genocídio cometido por Israel contra a população da Faixa de Gaza, extermínio esse que é patrocinado pelos norte-americanos.
Por sua vez, o atual governo iemenita, controlado pelo movimento Houthi, tem promovido ataques contra alvos em Israel e a navios ligados aos israelenses em apoio ao povo palestino. Os ataques, que também visam navios militares norte-americanos, que transitam pelo Mar Vermelho, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.
Nesta sexta-feira (18/04), o Irã condenou os ataques determinados por Donald Trump, classificando-os como “bárbaros” e uma “violação flagrante dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas”.
Os bombardeios contra o porto de Ras Issa ocorreram na véspera de uma reunião entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, marcada para sábado, em Roma, com o objetivo de discutir o programa nuclear iraniano. “As ações militares no Iêmen enviam claramente um sinal a Teerã”, afirmou à AFP o analista Mohammed Al-Basha. “A mensagem hoje é inequívoca: os Estados Unidos não miram apenas os recursos militares e os integrantes dos houthis, mas, também, em sua infraestrutura econômica”, acrescentou o especialista.
Com informações das agências internacionais de notícias