Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Ele ficara em prisão domiciliar após decisão do STF

Definitivamente, o crime compensa no Brasil, ainda mais quando é cometido por políticos do “colarinho branco” com muito dinheiro. Mesmo condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, o ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, 75 anos, não cumprirá sua pena de oito anos e dez meses em um presídio como os demais bandidos, mas sim em uma cobertura luxuosa de 600 metros quadrados situada em um prédio de seis andares de frente para o mar na praia de Ponta Verde, área nobre da orla de Maceió, capital do Estado de Alagoas.
A autorização para Collor ficar em uma prisão domiciliar foi determinada, na noite de quinta-feira (01/05), pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, o mesmo que mandou prender o ex-presidente no último dia 24 de abril, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato. A decisão de Moraes foi confirmada, depois, pelo plenário do STF, que decidiu, por 6 votos a 4, manter a prisão do ex-presidente.
Collor estava preso no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, desde o dia 24 de abril. A autorização para Collor ficar em prisão domiciliar atendeu aos pedidos da defesa que alegou que alegou problemas de saúde crônicos como apneia do sono, doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar, além da idade avançada do ex-presidente, que hoje tem 75 anos. A decisão levou em conta ainda um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo matéria do jornal O Globo, a cobertura onde Collor ficará em prisão domiciliar foi avaliada pela Justiça do Trabalho em R$ 9 milhões. O imóvel havia sido declarado por Collor à Justiça Eleitoral em 2018 como valendo R$ 1,8 milhão, mas, em 2023, foi penhorado por determinação judicial para garantir o pagamento de uma dívida trabalhista de R$ 264 mil com um ex-funcionário de uma empresa da qual o ex-presidente é sócio.
Além de permanecer em casa, Collor terá que usar tornozeleira eletrônica, está proibido de deixar a residência sem autorização do STF, terá o passaporte suspenso e só poderá receber visitas de advogados, familiares, equipe médica e pessoas previamente autorizadas pelo Supremo.
O ex-presidente foi condenado pelo STF em maio de 2023, em processo que teve origem na Operação Lava Jato. A corte considerou que Collor, como dirigente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi responsável pelas indicações políticas para a BR Distribuidora, então estatal subsidiária da Petrobras, e teria recebido R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa, entre 2010 e 2014.
Com informações da Agência Brasil