‘Solução final’: Israel anuncia plano para a ‘conquista’ e ‘ocupação eterna’ da Faixa de Gaza

Israel tem usado a fome como arma de guerra na Faixa de Gaza (Foto: Divulgação/UN)

O regime sionista de Israel deu mais um passo em seu projeto criminoso de extermínio do povo da Palestina ao adotar, nesta segunda-feira (05/05), um plano de expansão das agressões militares, que inclui a “conquista” da Faixa da Gaza e a expulsão de sua população com o intuito de manter uma “ocupação eterna” neste território palestino.

A nova etapa do genocídio foi aprovada pelo gabinete de segurança israelense, chefiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e deverá começar a ser executado após a visita à região do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana.

As informações foram confirmadas por autoridades israelenses às agências internacionais de notícias, como a Reuters e a AFP (Agence France-Presse), que a ofensiva tomaria toda a Faixa de Gaza, deslocando a população civil para o sul do território.

Em uma rede social, Netanyahu disse que o gabinete “decidiu por uma operação enérgica em Gaza”, mas disse que não detalharia o plano. 

Por sua vez, durante uma conferência on-line pró-colonos, o ministro das Finanças israelense, o extremista Bezalel Smotrich, foi mais direto e falou abertamente em “conquistar” a Faixa de Gaza.  

“Finalmente vamos conquistar Gaza. Não temos mais medo da palavra ‘ocupação'”, disse Smotrich, que é conhecido por ser uma das vozes mais fanáticas em defesa do extermínio do povo palestino.

Cerco e uso da fome como arma de guerra

Israel tem imposto um bloqueio total contra a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de ajuda humanitária no território palestino, desde o último dia 2 de março. O uso da fome como a arma de guerra tem sido defendido frequentemente por membros do governo de Israel.  

“Cada caminhão que chega em Gaza prolonga a guerra, fortalece o Hamas e coloca nossos combatentes em perigo”, disse Bezalel Smotrich.

De acordo com último boletim do Ministério da Saúde local, 40 pessoas foram assassinadas nas últimas 24 horas e outras 125 ficaram feridas. Desde o fim do cessar-fogo, em 18 de março, 2.436 palestinos foram assassinados por Israel. Ao todo, 52 mil pessoas perderam a vida na Faixa de Gaza desde o início do genocídio em outubro de 2023.

Mobilização de tropas

Israel tem mobilizado mais tropas para ampliar os ataques na Faixa de Gaza, anunciou o exército israelense no domingo (04/05).

“O plano incluirá, entre outras coisas, a conquista da Faixa de Gaza e a manutenção dos territórios”, assim como “movimentar a população de Gaza para o sul para sua proteção”, afirmaram fontes militares citados por agências internacionais de notícias.

O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, confirmou no domingo relatos de uma nova mobilização de reservistas, que afirmou ter como objetivo intensificar a pressão militar em Gaza para obter o retorno dos prisioneiros a Israel. A imprensa israelense informou que este plano não será implementado antes da visita de Trump ao Oriente Médio na próxima semana.

“Chantagem política”

Por sua vez, o grupo palestino Hamas afirmou, nesta segunda-feira (05/05), que o plano israelense para a entrega de ajuda na Faixa de Gaza equivale a uma “chantagem política” e culpou Israel pela “catástrofe humanitária” enfrentada pelos 2,4 milhões de habitantes do território.

Já a ONG Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) denunciou, também nesta segunda, que o plano do governo israelense é “contrário aos princípios humanitários”.

Um grupo de agências da ONU e ONGs nos territórios palestinos acusou Israel de tentar “fechar o sistema de distribuição de ajuda existente” para obrigá-las a “entregar os suprimentos através de centros israelenses nas condições estabelecidas pelo exército israelense”.

Plano “sacrifica os prisioneiros”

Familiares dos cativos israelenses que foram capturados pelo Hamas em outubro de 2023 disseram que o plano anunciado pelo governo de Israel “sacrifica os prisioneiros”.

“Esta manhã, o governo reconheceu que escolhe o território e não os prisioneiros, ao contrário do desejado por mais de 70% da população”, afirma um comunicado divulgado pelo Fórum das Famílias.

O Hamas mantém, ainda, 58 prisioneiros, do total de 251 capturados em 7 de outubro de 2023. Por sua vez, Israel mantém mais de 10 mil palestinos, incluindo mulheres e crianças, sequestrados em seus cárceres, que são conhecidos pela tortura e pelas constantes violações dos direitos humanos.

Com informações das agências internacionais de notícias

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