Wilson Lima lança programa que amplia a militarização do ensino nas escolas públicas do Amazonas

Wilson Lima lança programa que amplia a militarização nas escolas públicas do Estado (Foto: Diego Peres/Secom)

A militarização da rede de ensino pública do Amazonas ganhou mais um impulso, nesta terça-feira (06/05), com o lançamento do Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares (Pecim) por parte do governo Wilson Lima (União Brasil). O modelo, que mescla o aprendizado tradicional com o militar, será aplicado, inicialmente, em seis instituições do Estado, sendo cinco em Manaus e uma no interior, neste caso, no município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus).

Juntas, essas unidades de ensino atenderão em torno de 4.689 mil estudantes. As escolas estaduais que receberão o Pecim são:

  • Fueth Paulo Mourão;
  • Professor Homero de Miranda Leão;
  • Professor Nelson Alves Ferreira;
  • Professor Reinaldo Thompson;
  • Professora Tereza Siqueira Tupinambá;
  • Conceição Xavier de Alencar, em Tabatinga.

“Muitas pessoas acham que a escola vai ser mais difícil e as regras vão ser mais rígidas, mas não tem a ver com isso. Tem a ver com melhorar o desempenho de cada aluno, explorando o potencial de cada um, de vocês manterem o foco naquilo que é importante para enfrentar as dificuldades da vida. Nós estamos alinhando uma educação de excelência e valores que são fundamentais como respeito, disciplina e o comprometimento com o bem coletivo”, afirmou o governador Wilson Lima.

Sobre o programa

A escola cívico-militar é um modelo que mescla entre o ensino tradicional e o militar. Neste tipo, a gestão é compartilhada entre pedagogos – e outros profissionais da área de Educação -, com os militares.

No caso do Amazonas, o ordenamento legislativo e jurídico necessário para as ações das escolas cívico-militares no Estado foi estabelecido por meio do Decreto nº 49.042, de 26 de fevereiro de 2024, assinado pelo governador Wilson Lima.

Segundo o governo, o programa estadual prevê o trabalho colaborativo entre os profissionais da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar e militares da reserva, que serão responsáveis pelo planejamento e realização do monitoramento dos estudantes e pelas atividades extracurriculares.

Conforme explicou o governo, entre os objetivos do projeto está o de promover valores cívicos, patrióticos e éticos, utilizando instrumentos de ensino do civismo, respeito às leis, família e deveres do cidadão. Além disso, o Pecim busca melhorar os indicadores da educação básica e diminuir a evasão escolar, reduzindo, ainda, índices de violência e criminalidade.

“Vai melhorar muito porque as nossas crianças precisam muito de uma proteção, de um bom ensino, principalmente. E aqui eu sei que vai ser melhor, que vai ensinar coisas melhores para os nossos filhos. Lá na frente, nós teremos um futuro melhor, uma educação melhor. A educação a gente traz de casa, mas aqui ajuda também”, disse a dona de casa Patrícia da Silva, de 38 anos, mãe de uma aluna da escola.

Por sua vez, a estudante do 8º ano, Beatriz Aiden, de 13 anos, disse estar “satisfeita” com o retorno da gestão voltada para o militarismo. “Tinha os monitores, eu gostava bastante. Era bem organizado. Saber que a escola vai voltar a ser cívico-militar me deixa bastante feliz. Porque era bem organizado, realmente”, afirmou a aluna.

Revitalização

Uma das unidades de ensino a receber o Pecim, será a Escola Estadual Cívico-Militar Prof° Tereza Siqueira Tupinambá, no bairro Nova Cidade, zona Norte da cidade. O local atende, aproximadamente, 500 alunos, do 6º ao 9º ano.

A escola passou recentemente por uma revitalização. Entre as principais obras realizadas na instituição, estão os serviços de pintura geral, manutenção hidráulica, elétrica, hidrossanitária, manutenção de portas metálicas e fechaduras, adequação da cozinha, manutenção de forro, troca de caixa de ar-condicionado em concreto, adequação do laboratório de informática, revitalização da quadra, troca de vidros, abrigo para os botijões de gás e o abrigo de resíduos sólidos.

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