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Maioria de fuzis apreendidos em 2024 no Rio foi fabricada no exterior, segundo a PM do Estado

Armas pesadas fabricadas por Estados Unidos e Israel tem fomentado a violência no Rio de Janeiro, um dos Estados com maior índice de criminalidade no Brasil. Conforme um estudo apresentado pela Polícia Militar (PM) do Estado, com base em dados de levantamento realizado pela Subsecretaria de Inteligência (SSI),
94,68% dos 638 fuzis apreendidos em 2024 pela corporação foram fabricados no exterior. 
A maioria das armas de guerra retiradas das mãos dos criminosos no ano passado foi fabricada nos Estados Unidos, onde foram contrabandeadas 295 unidades da plataforma Colt. Conforme levantamento da SSI, ao analisar a procedência dos fuzis apreendidos neste ano de 2025, mostra que 60% foram fabricados nos Estados Unidos, indicando tendência semelhante à constatada no ano passado.
Segundo a PM, uma grande quantidade de fuzis apreendidos no ano passado foi fabricada em Israel. Há, também, em menor escala, armamentos de países como Alemanha, Áustria e República Tcheca.
Conforme a PM, as armam entram de forma clandestina no Brasil pelas fronteiras de países sul-americanos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.
“Precisamos entender que esse poder bélico nas mãos erradas provoca insegurança e atinge toda a população. Por isso, a importância de a indústria produtora de armas também fazer parte do enfrentamento ao crime organizado, com a gerência sobre o caminho dos armamentos e atuando em conjunto com o governo federal no controle do tráfico internacional de armas”, disse o governador Cláudio Castro.
O estudo mostra ainda que diversos fuzis chegaram ao território nacional em peças avulsas, também compradas nos Estados Unidos ao custo de aproximadamente R$ 6 mil, na cotação atual do dólar. Depois de montadas por armeiros, são vendidas às facções criminosas por cerca de R$ 50 mil.
O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira, disse que a apreensão de fuzis, hoje, é um dos maiores desafios da corporação no contexto da segurança pública do Estado.
“Nossa tropa não vai esmorecer, mas é preciso alertar para a necessidade urgente de uma política de âmbito nacional e até internacional para deter o contrabando de armas, envolvendo outros atores da área de segurança”, afirmou.
Com informações da PM do Rio de Janeiro e da Agência Brasil