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O cantor e compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, mais conhecido como Paulo Onça, faleceu aos 63 anos, nesta segunda-feira (26/05), após passar quase cinco meses internado em um hospital de Manaus para tratar do crânio que sofreu graves lesões em decorrência de agressões sofridas durante um acidente de trânsito no ano passado. A informação foi confirmada por familiares.
Paulo Onça estava internado desde dezembro de 2024, no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), após ser vítima de agressão no trânsito, no bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul da cidade. Na ocasião,e ele foi espancado brutalmente com chutes e socos por um homem identificado como Adeilson Fonseca.
O sambista passou por várias cirurgias para reparar os ferimentos no crânio, mas acabou não resistindo e veio a falecer nesta segunda-feira.
Carreira
Natural de Manaus, o cantor e compositor Paulo Onça começou sua trajetória musical aos 16 anos. Ao longo de sua carreira, ele escreveu mais de 130 músicas, algumas delas interpretadas por cantores e bandas de expressão nacional como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e o grupo Exaltasamba.
O primeiro grande sucesso dele foi o samba-enredo “Nem Verde e Nem Rosa”, que levou a Escola de Samba Vitória Régia ao título de campeã do carnaval manauara em 1990.
Autoridades lamentam

Várias autoridades lamentaram a morte do sambista Paulo Onça.
Por meio das redes sociais, o senador Omar Aziz (PSD-AM) lamentou a morte do “amigo de longa data, compadre do samba e grande figura da noite de Manaus”. “Suas composições, sua sensibilidade e sua sagacidade serão eternamente sua marca nessa vida”, afirmou o parlamentar, que tem ligação com o samba por meio da escola Mocidade Independente de Aparecida.
Por meio de nota, o Governo do Amazonas lamentou, com profundo pesar, o falecimento do compositor amazonense. “Paulo Onça deixa um legado marcante na cultura popular brasileira, especialmente nos desfiles das escolas de samba. Dono de versos que emocionaram multidões, ele assinou sambas memoráveis, entre eles o enredo da Acadêmicos da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo, em 2017 – uma obra que ficou registrada como um dos momentos mais celebrados do Carnaval carioca”.
Já o prefeito David Almeida afirmou que “Paulo Onça foi mais do que um sambista: foi a alma do samba de Manaus”. “Sua partida nos entristece profundamente, mas seu legado será eterno. A cultura manauara hoje está de luto”, lamentou.
Por sua vez, a Câmara Municipal de Manaus (CMM), afirmou que Paulo Onça se destacou por contribuir de forma significativa para a cultura do Carnaval e para o engrandecimento da música popular. “Sua trajetória de compositor foi marcada por importantes parcerias com grandes nomes do samba”.