Israel agride Irã, ataca instalações nucleares e mata comandantes do alto escalão militar do país

Regime terrorista de Israel atacou áreas civis do Irã na madrugada desta sexta-feira (Foto: Divulgação)

Em uma escalada dramática das guerras patrocinadas pelos Estados Unidos contra os povos do Oriente Médio, o regime terrorista de Israel – aliado dos norte-americanos -, lançou, na madrugada desta sexta-feira (13/06), no horário local, um amplo ataque contra o Irã, atingindo alvos civis e militares, além de instalações nucleares, na capital Teerã e em outras províncias do país. As agressões atingiram áreas residenciais, bases militares e usinas nucleares da nação persa.

O Irã afirma que pelo menos 50 civis, incluindo mulheres e crianças, foram mortos e feridos durante os ataques israelenses.

O governo do genocida judeu Benjamin Netanyahu afirma que Israel realizou mais de 300 ataques contra o território iraniano. As agressões foram realizadas por meio de submarinos e aviões de guerra que violaram o espaço aéreo de países vizinhos ao Irã, a exemplo do Iraque, para atacar os iranianos.

Um dos alvos dos ataques israelenses foi o prédio de comando do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em Teerã, de acordo com a televisão iraniana. Os bombardeios resultaram no assassinato do Comandante-Chefe do IRGC, Major-General, Hossein Salami, do chefe do Estado-Maior do Exército iraniano, Mohammad Bagheri, e de outras figuras militares, além de cientistas nucleares importantes.

Segundo a mídia iraniana, até o momento cinco comandantes do alto escalão militar do Irã foram confirmados entre os mortos. Por sua vez, a imprensa israelenses afirma que Israel matou ao menos 10 cientistas que atuam no programa nuclear iraniano.

Conforme informou a agência de notícias iraniana Tasnim, Mohammad-Mehdi Tehranchi – que é cientista nuclear e presidente da Universidade Islâmica Azad -, e Fereydoun Abbasi – também cientista nuclear e ex-chefe da Organização de Energia Atômica do Irã -, estão entre os profissionais da área nuclear que foram assassinados por Israel. Ainda de acordo com a Tasnim, o comandante do Quartel-General de Khatam al-Anbia, Major-General, Gholamali Rashid, foi morto nas agressões israelenses.

A Guarda Revolucionária do Irã é o braço mais poderoso do Exército do país e foi fundada após a Revolução de Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia absolutista aliada dos Estados Unidos do Xá Reza Pahlavi e instalou uma república presidencialista com tendência islâmica

Atualmente, tropas da guarda protegem os líderes do governo, são responsáveis por alimentar os braços armados de parceiros regionais do regime, como os houthis no Iêmen e o Hezbollah no Líbano.

General Hossein Salami era uma das figuras mais poderosas do setor militar iraniano (Foto: Irna)
Instalações nucleares

Além de atacar alvos militares e assassinar vários cientistas iranianos, Israel bombardeou ainda instalações nucleares do Irã. Entre as usinas atacadas está a de Natanz, situada na província de Isfahan, a 340 quilômetros ao sul de Teerã. Essa região abriga ainda uma série de infraestruturas militares importantes, incluindo uma destacada base aérea e fábricas de drones iranianos.

Construída a partir de 1999, a central de enriquecimento de urânio de Natanz é a usina nuclear mais conhecida do Irã. O local opera três pequenos reatores fornecidos pela China, bem como gere a produção de combustível e outras atividades para o programa nuclear civil do Irão. O local já foi alvo de explosão e tentativas de sabotagem por parte de Israel.

Instalação nuclear de Natanz, na província de Isfahan, foi atacada por Israel (Foto: Irna)
Israel decreta estado de emergência

Logo após atacar o Irã, Israel decretou estado de emergência em toda a entidade sionista, pedindo para que os colonos israelenses buscassem refúgio nos abrigos. A medida foi adotada em temor pela retaliações imediatas que o Irã deverá fazer.

“Após o ataque ‘preventivo’ do Estado de Israel contra o Irã, é esperada uma ofensiva com mísseis e UAVs contra a população civil israelense nas próximas horas”, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz.

O governo de Netanyahu, que já está envolvido no genocídio do povo palestino, afirmou que lançou uma ampla ofensiva militar contra instalações nucleares e alvos estratégicos do Irã, incluindo cientistas, comandantes militares e fábricas de mísseis. O regime sionista disse que o objetivo é “impedir que Teerã desenvolva armas nucleares”.

“Estamos em um momento decisivo na história de Israel”, afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em mensagem em vídeo gravada. Segundo ele, as agressões israelenses vão durar dias e incluirá ataques a centros de enriquecimento de urânio e ao programa de mísseis balísticos iraniano.

Estados Unidos negam envolvimento

O Irã afirmou que Israel jamais atacaria o país sem a ajuda dos Estados Unidos. Por sua vez, a mídia israelense publicou que o governo de Donald Trump foi avisado dos ataques contra o Irã há uma semana.

Porém, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que a operação foi conduzida unilateralmente por Israel. “Israel tomou uma ação unilateral contra o Irã. Não estamos envolvidos nos ataques e nossa prioridade é proteger as forças americanas na região”, declarou Rubio em nota oficial. Ele também advertiu que “o Irã não deve mirar interesses ou pessoal dos Estados Unidos”.

Segundo a emissora CNN, o presidente Donald Trump convocou uma reunião de gabinete após os ataques. Na quinta-feira, Trump havia dito que “um ataque israelense ao Irã poderia muito bem acontecer”, embora tenha reiterado que ainda espera uma solução pacífica.

O governo dos Estados Unidos ordenou a retirada de seu pessoal de vários países próximos ao Irã como o Bahrein, Iraque e Kuwait.

Conversas em Omã foram suspensas

Os ataques de Israel contra o Irã ocorrem em meio as conversações entre iranianos e norte-americanos sobre o programa nuclear do país persa. Uma nova rodada de negociações entre os dos países estava prevista para o próximo domingo (15/06) em Omã. O Irã, porém, já avisou que não vai participar da nova reunião por causa dos ataques israelenses.

Áreas residenciais de Teerã, capital do Irã, foram atacadas por Israel (Vídeo: Divulgação)

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