Irã: Multidão participa do funeral de importantes comandantes militares e cientistas assassinados por Israel

Povo do Irã realiza cerimônia de despedida dos mártires assassinados por Israel (Foto: IRNA)

Uma multidão participou, neste sábado (28/06), em Teerã, do funeral dos mártires iranianos que tombaram na recente agressão de 12 dias realizada por Israel com o apoio dos Estados Unidos contra o povo do Irã. Além do enterro de dezenas de civis – incluindo mulheres e crianças -, a cerimônia fúnebre nacional prestou as últimas homenagens a importantes comandantes militares e cientistas que foram assassinados pelo regime terrorista israelense.

A despedida contou com grande participação popular e a presença de várias delegações estrangeiras.

Na capital iraniana Teerã, o cortejo fúnebre de 60 mártires atraiu centenas de milhares de cidadãos. A cerimônia contou com a presença do presidente Masoud Pezeshkian, do comandante da Força Quds, brigadeiro-general Esmail Qaani, e de Ali Shamkhani, conselheiro do Líder Supremo da Revolução Islâmica, que foi ferido no início da agressão israelense e chegou a ser dado como morto, porém ele sobreviveu ao ataque. Além deles, estiveram presentes, ainda, o atual ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, o ex-ministro da pasta, Mohammad Javad Zarif, e delegações do Bahrein, Iraque, Iêmen e outros países árabes.

Ao longo do trajeto, a multidão entoou vários slogans, com destaque para: “Morte à América… Morte a Israel”, “Não esqueceremos e não perdoaremos” e “Obedecemos a Khamenei”. Eles também entoaram slogans exigindo o julgamento do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi.

Participação popular é forma de resistência e dissuasão, diz general

Para o Irã, o funeral de seus mártires representou a escrita de “um novo capítulo de dissuasão e resistência”, além de ser uma extensão da operação “Promessa Verdadeira 3”, lançada pelos iranianos para combater as agressões israelenses contra o país persa.

Para o comandante do Corpo “Mohammad Rasool Allah (PBUH)” da Guarda Revolucionária Iraniana, brigadeiro-general Hassan Zadeh, a presença em massa de jovens e mulheres acrescenta uma dimensão simbólica especial à cerimônia de despedida dos mártires, observando que “os corpos de vários líderes e acadêmicos martirizados serão enterrados, além de diversos segmentos da sociedade e familiares indefesos, incluindo várias crianças”.

Agressão israelense

No último dia 13 de junho, o regime terrorista de Israel lançou ataques em massas contra vários alvos civis e militares do Irã, assassinando dezenas de pessoas, entre elas, altos comandantes das forças armadas iranianas e cientistas nucleares do país. Os agressores israelenses alegaram que os ataques visavam destruir o programa nuclear e a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã.

Porém, vários analistas internacionais acreditam que o verdadeiro motivo da agressão de Israel era derrubar o atual regime do Irã para ajudar os Estados Unidos a substitui-lo por um governo fantoche dos norte-americanos.

Os iranianos responderam rápido às agressões israelenses com ataques direcionados usando mísseis balísticos e milhares de drones contra instalações militares, de inteligência e vitais de Israel. A resposta também incluiu o bombardeio da base norte-americana de Al-Udeid, localizada no Qatar, após o ataque dos Estados Unidos a três instalações nucleares do Irã.

Pelo menos 16 cientistas e 10 comandantes seniores estavam entre os homenageados no funeral, incluindo o chefe das forças armadas, major-general Mohammad Bagheri, o comandante da Guarda Revolucionária, general Hossein Salami, e o chefe da Força Aeroespacial da Guarda, general Amir Ali Hajizadeh. Reportagem da Reuters informa que os caixões dos mártires foram levados para a Praça Azadi, em Teerã, adornados com suas fotos, pétalas de rosa e flores, enquanto a multidão agitava bandeiras iranianas. A TV Press TV exibiu uma imagem de mísseis balísticos. 

Um alto funcionário militar israelense disse, na última sexta-feira (27/06), que Israel assassinou mais de 30 altos funcionários de segurança e 11 cientistas nucleares iranianos durante a última agressão ao Irã.

Irã nega ter armas nucleares

Os iranianos negam ter um programa de armas nucleares. O órgão de vigilância nuclear da ONU, que realiza inspeções no país, afirmou não ter “nenhuma indicação confiável” de um programa de armas ativo e coordenado no Irã.

Israel, o único país do Oriente Médio que possui armas nucleares, disse que sua guerra contra o rival regional Irã tinha como objetivo impedir que Teerã desenvolvesse suas próprias armas nucleares.

Com informações das agências internacionais de notícias

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