Genocídio: Terrorismo de Israel impõe a fome para quase 900 mil crianças na Faixa de Gaza

Crianças palestinas morrem por conta da fome imposta pelo regime assassino de Israel (Foto: Divulgação)

O regime terrorista de Israel, sob o comando do governo do genocida judeu Benjamin Netanyahu – contra o qual tem uma ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia -, tem sido protagonista de um dos maiores crimes contra a humanidade da atualidade: o genocídio em curso na Palestina. As maiores vítimas do terrorismo israelense tem sido as crianças e as mulheres.

Em entrevista divulgada, nesta quinta-feira (24/07), pela BBC, o diretor do Hospital Shifa, Mohammed Abu Salmiya, afirmou que aproximadamente 900 mil crianças passam fome na Faixa de Gaza, na Palestina Ocupada, sendo que 70 mil delas estão em estado de desnutrição. Segundo ele, 21 crianças morreram de desnutrição e fome em todo o território palestino nas últimas 72 horas.

Ao todo, segundo as autoridades palestinas de saúde, 115 pessoas – incluindo mais de 80 crianças -, já morreram de desnutrição na Faixa de Gaza desde o início da campanha genocida israelense em outubro de 2023. “Meus dois filhos estavam chorando porque não comiam há quatro dias. Fui até o ponto de distribuição, esperando poder levar para casa um pacote de farinha. Mas quando cheguei lá, não sabia o que fazer”, disse um homem palestino, que não teve o nome divulgado, à BBC News Arabic, serviço de notícias em árabe da BBC.

“Deveria tentar resgatar os feridos, carregar os mártires ou procurar farinha? Juro por Deus, eu aceitaria a morte se significasse poder levar um único pacote de farinha para os meus filhos, para que eles pudessem comer”, falou o homem citado pela BBC.

Fundação é acusada de usar alimentos para atrair palestinos para a morte
Pessoas, incluindo meninos, esperam na fila para receber refeições quentes distribuídas pela GHF na Cidade de Gaza
Quase 900 mil crianças em Gaza estão passando fome, informou um médico à BBC (Foto: Divulgação)

A situação tem ficado pior na Faixa de Gaza desde a chegada da controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelos Estados Unidos e pelo regime israelense, que tem usado a distribuição de alimentos como uma armadilha para atrair palestinos para a morte.

Desde que a FHG começou a operar na Faixa de Gaza, no último dia 27 de maio, mais de 1 mil palestinos já foram mortos pelos invasores israelenses enquanto tentavam obter comida, afirmou o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Thameen Al-Kheetan.

“Até 21 de julho, registramos 1.054 mortes de pessoas em Gaza enquanto tentavam obter alimentos; 766 delas foram mortas nas proximidades das instalações da GHF, e 288 perto de comboios de ajuda da ONU e de outras organizações humanitárias”, declarou Al-Kheetan à BBC.

Aumento da fome em Gaza

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), toda a população da Faixa de Gaza está passando fome neste momento devido ao cerco total imposto pelo regime terrorista de Israel.

“A desnutrição está aumentando, com 90 mil mulheres e crianças precisando urgentemente de tratamento. Quase uma em cada três pessoas está sem comer há dias”, afirmou o PMA em comunicado divulgado no domingo (20/07), conforme citado na matéria da BBC.

Mãe carregando menino que perdeu um terço do peso corporal devido à desnutrição
Crianças pequenas enfrentam risco de morte devido à desnutrição (Foto: Divulgação)

Em março deste ano, o regime terrorista de Israel, em um ato de crime contra a humanidade, passou a usar a fome como arma de guerra ao fechar todas as passagens para a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de todos os produtos, incluindo alimentos, combustível e medicamentos, além de retomar os bombardeios sobre a população civil do território palestino. O bloqueio total também resultou no corte do fornecimento de medicamentos essenciais, vacinas e equipamentos médicos necessários para o sistema de saúde de Gaza, que está sobrecarregado.

Atualmente, 700 caminhões esperam liberação para entrar na Faixa de Gaza. Na segunda-feira (21/07), 28 países pediram o fim imediato da guerra no território palestino, destacando que o atual modelo de distribuição de ajuda adotado por Israel é “perigoso”. Eles condenaram o que chamam de “fornecimento de ajuda a conta gotas e a morte desumana de civis” em busca de comida e água.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou a declaração dos países e como habitual tentou colocar a culpa no grupo palestino Hamas.

“Estamos desamparados. Não temos condições de suprir nem sequer as necessidades mais básicas”, disse Alaa Mohammed Bekhit à BBC News Arabic.

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