Brasil e Fenaj condenam ataque de Israel a jornalistas na Faixa de Gaza

Profissionais do canal Al Jazeera foram mortos em ataque aéreo

Jornalistas palestinos foram covardemente assassinados por Israel (Foto: Divulgação)

O governo brasileiro divulgou nota, nesta segunda-feira (11/08), por meio da qual condenou o assassinato de seis jornalistas da televisão Al-Jazeera durante um ataque israelense na Faixa de Gaza no domingo (10/08). Os jornalistas estavam em uma tenda perto do hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, e foram vítimas de um ataque aéreo. 

“O novo ato de flagrante violação ao direito internacional humanitário e ao exercício da liberdade de imprensa por parte das forças israelenses eleva para mais de 240 o número de jornalistas mortos em Gaza desde o início do conflito. A cifra é eloquente quanto às sucessivas violações cometidas no período contra profissionais de imprensa”, diz o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores. 

Na mensagem, o governo brasileiro “insta o governo de Israel a assegurar aos jornalistas o direito de desempenhar livremente e em segurança seu trabalho em Gaza, bem como a levantar restrições vigentes à entrada de profissionais da imprensa internacional no território”.

Ataque

Um dos jornalistas mortos era Anas Al-Sharif, de 28 anos. Israel alega sem provas que ele era um “membro do braço armado do Hamas”, tese já tinha sido desmentida pelo próprio jornalista, pela TV Al-Jazeera e pelas Nações Unidas, segundo a agência de notícias RTP. O governo de Israel não permite a entrada de órgãos internacionais da comunicação social em Gaza.

A Al-Jazeera afirmou que o ataque foi uma “tentativa desesperada de silenciar vozes em antecipação à ocupação de Gaza”.

Além de Anas Al-Sharif, foram assassinados no mesmo ataque o também correspondente da Al- Jazeera, Mohammed Qreiqeh, os cinegrafistas Ibrahim Zaher e Moamen Aliwa, o assistente Muhammed Nofal, e o fotojornalista Mohammed Al-Khaldi.

Genocídio

O genocídio que Israel comete na Faixa de Gaza já ceifou a vida de pelo menos 61,4 mil palestinos, a maioria crianças e mulheres, e feriu mais de 153 mil pessoas. Entre as pessoas assassinadas pelos terroristas israelenses estão 240 profissionais de imprensa.

Fenaj

Além do Governo brasileiro, o assassinato de jornalistas palestinos na Faixa de Gaza foi condenado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que divulgou nota, nesta segunda-feira (11/08), repudiando o ataque de Israel contra os profissionais da imprensa. A Fenaj classificou a agressão israelense como “crime de guerra” que “afronta o direito internacional humanitário”.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudia, com a máxima veemência, o ataque deliberado das forças israelenses que matou seis profissionais da Al Jazeera, incluindo o correspondente Anas Al-Sharif, na noite de 10 de agosto, em uma tenda que abrigava jornalistas em frente ao Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza. O ataque, que também vitimou os jornalistas Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal, Moamen Aliwa e, posteriormente, o fotojornalista Mohammed Al-Khaldi, configura crime de guerra e afronta o direito internacional humanitário.

No comunicado, a Fenaj expressou solidariedade com as famílias, colegas de trabalho e com todos os profissionais que atuam em Gaza sob risco extremo, e se une à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e ao Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS) na exigência de responsabilização dos autores desse crime hediondo. A Federação também denuncia a campanha de difamação promovida por autoridades israelenses contra jornalistas palestinos, que cria um ambiente permissivo para a violência e viola frontalmente a liberdade de imprensa.

“Reiteramos o apelo para que os Estados-membros da ONU aprovem uma convenção internacional vinculante para a proteção e segurança de jornalistas, e para que os crimes contra profissionais da mídia sejam devidamente julgados no Tribunal Penal Internacional”, disse a Fenaj.

Confira a nota da Fenaj na íntegra abaixo:

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudia, com a máxima veemência, o ataque deliberado das forças israelenses que matou seis profissionais da Al Jazeera, incluindo o correspondente Anas al-Sharif, na noite de 10 de agosto, em uma tenda que abrigava jornalistas em frente ao Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza. O ataque, que também vitimou os jornalistas Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal, Moamen Aliwa e, posteriormente, o fotojornalista Mohammed Al-Khaldi, configura crime de guerra e afronta o direito internacional humanitário.

A FENAJ se solidariza com as famílias, colegas de trabalho e com todos os profissionais que atuam em Gaza sob risco extremo, e se une à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e ao Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS) na exigência de responsabilização dos autores desse crime hediondo.

A Federação também denuncia a campanha de difamação promovida por autoridades israelenses contra jornalistas palestinos, que cria um ambiente permissivo para a violência e viola frontalmente a liberdade de imprensa. Reiteramos o apelo para que os Estados-membros da ONU aprovem uma convenção internacional vinculante para a proteção e segurança de jornalistas, e para que os crimes contra profissionais da mídia sejam devidamente julgados no Tribunal Penal Internacional.

Brasília, 11 de agosto de 2025

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

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