Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que estará em Manaus, no próximo dia 9 de setembro, para a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia) na capital amazonense. A unidade foi implantada para combater o crime organizado na região, que tem entre suas práticas o garimpo ilegal, o contrabando de armas e o narcotráfico.
A declaração foi dada durante participação de Lula, na sexta-feira (22/08), no encontro de líderes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Bogotá, na Colômbia. Na ocasião, ele afirmou que convidará pessoalmente os presidentes dos outros oito países que compartilham a Floresta Amazônia em seus territórios. 

“Eu queria comunicar aos presidentes que no dia 9 de setembro nós vamos inaugurar em Manaus o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia. É uma ação muito importante para combater o garimpo ilegal, o narcotráfico, o contrabando de armas e qualquer outra atividade criminosa que nos perturbe”, disse o presidente.
Segundo ele, o povo amazônico merece viver livre da violência. “Violência que destrói a floresta e envenena as águas, que acaba com o sustento dos pescadores e dos extrativistas, que expulsa indígenas de suas terras e ribeirinhos das suas casas, que tira a vida de quem luta pela Amazônia, como Chico Mendes, Dorothy Stang, Bruno Pereira e Dom Phillips e tantos outros”, acrescentou Lula.
Em operação desde junho, o CCPI Amazônia é voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que afetam a região. O novo centro funcionará como um espaço de articulação conjunta entre forças de segurança pública do Brasil e de países vizinhos, promovendo um intercâmbio mais ágil de informações e o desenvolvimento de ações integradas no combate a crimes ambientais e outros como tráfico de drogas e contrabando.
O CCPI foi inaugurada oficialmente em 17 de julho deste ano, em solenidade realizada pela Polícia Federal (PF). O evento contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, além de autoridades civis e militares.
Na ocasião, Lewandowski afirmou que o CCPI é uma iniciativa do Governo Federal para ampliar a presença do Estado na região. “O centro simboliza um passo fundamental para proteger a Amazônia e garantir a soberania brasileira, além de reforçar a cooperação entre os países vizinhos que compartilham o bioma”, declarou o ministro durante a cerimônia.
O CCPI também contará com representantes dos Estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), fortalecendo a cooperação. A estrutura do centro, segundo o governo brasileiro, inclui serviço de inteligência, divisões de operações e logística, sala de videomonitoramento, gabinete de crise, sala de imprensa, entre outros espaços voltados à atuação coordenada.
A Floresta Amazônica abrange um território que inclui nove países: Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa. São cerca de 50 milhões de habitantes e aproximadamente 6,74 milhões de quilômetros quadrados (km²) de território. Cerca de 60% desse território está localizado em solo brasileiro.
Ainda em seu discurso, o presidente brasileiro fez referência às ações de governo dos Estados Unidos de enviar navios de guerra para a costa da Venezuela, país amazônico no sul no Caribe, com o argumento de enfrentar ameaças de cartéis de drogas latino-americanos. Para Lula, isso é um pretexto para intervir nos países da região.
“Há muito tempo que os países ricos nos acusam de não cuidar da floresta. Aqueles que poluíram o planeta tentam impor modelos que não nos servem, utilizam a luta contra o desmatamento como justificativa para o protecionismo, usam o combate ao crime organizado como pretexto para violar nossa soberania. Mas está chegando o momento de mostrar ao mundo a realidade da Amazônia. Ela não é só feita de árvores, é também de gente que vive e respira todos os dias”, disse.
A vinda de Lula ocorrerá depois da vinda a Manaus da primeira-dama Janja da Silva, entre 18 e 20 de agosto. Na ocasião, ela visitou comunidades ribeirinhas como enviada especial das mulheres em prol da COP30, a conferência internacional sobre o clima que ocorrerá no próximo mês de novembro em Belém, capital do Pará.
Ainda em Manaus, Janja participou do “Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30”, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).