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O senador Omar Aziz (PSD-AM) voltou a criticar duramente, neste sábado (20/09), a chamada PEC da Blindagem, que foi aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana. Em declaração dada a um programa da CNN Brasil, o parlamentar afirmou que a proposta deverá ser “enterrada” no Senado.
“Sou literalmente contra a PEC das Prerrogativas. Nós já temos prerrogativas demais. O Senado vai debater, mas eu voto contra essa PEC. Sou contra a PEC das Prerrogativas porque acredito que o Parlamento deve ser espaço de transparência e responsabilidade, não de mais privilégios!”, declarou Omar Aziz.
Ainda no mesmo programa, Omar Aziz destacou que há uma infiltração do narcotráfico e de milicias em atividades poderosas do País. Para ele, essa proposta, que também é chamada de PEC da Bandidagem pela população, abre espaço para proteger criminosos como os traficantes, por exemplo.
“Imagina se essa PEC passa e vamos ter que proteger futuramente o cara que vende droga para o seu filho ou para as famílias. Sou contra. Temos que ter transparência. Não podemos abrir espaço hoje para essa PEC para que se tenha futuramente narcotraficante dentro do Congresso Nacional com prerrogativas de senador ou deputado”, avaliou o senador amazonense.
Depois, já em uma postagem feita em suas redes sociais, Omar Aziz disse que a imagem dos deputados comemorando a chamada PEC da Blindagem “é uma das mais tristes da história do Brasil”. “A maior parte votou com discurso de honestidade, anticorrupção, de transparência, e agora…o que se quer é impunidade”, criticou o parlamentar.
O texto da chamada PEC da Blindagem foi aprovado em dois turnos na Câmara e, agora, está no Senado, onde deverá ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa na próxima quarta-feira (24/09). O Senado Federal, por sua vez, deverá rejeitar a aprovação da PEC da Blindagem.
Na última quarta-feira (17/09), o senador Omar Aziz puxou uma “rebelião” contra a PEC, recebendo o apoio de vários líderes das demais bancadas do Senado. A decisão de pautar ou não a votação caberá ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).