Israel volta a violar acordo de cessar-fogo e lança pesados bombardeios em áreas civis do Líbano

Agressões israelenses deixaram um morto e seis feridos

Áreas civis do sul do Líbano são bombardeadas por Israel (Foto: Divulgação)

Em uma nova violação do acordo de cessar-fogo vigente desde novembro do ano passado, o regime terrorista de Israel voltou a bombardear o Líbano pesadamente, nesta quinta-feira (16/10), deixando ao menos um morto e seis feridos, segundo autoridades libanesas de saúde. Mais de 15 ataques aéreos foram registrados hoje no sul e leste do país.

No sul do Líbano, a ocupação lançou um ataque de drones na Floresta Dabsha, nos arredores da cidade de Kfar Tibnit, e outro ataque de drones na rodovia Kawthariyat al-Siyad-Sharqiya. Os agressores israelenses também lançaram uma série de ataques contra os arredores da cidade de Ansar, resultando em ao menos cinco feridos. Um helicóptero israelense lançou bombas sonoras três vezes em intervalos diferentes perto de Ras al-Naqoura, de acordo com um correspondente da TV Al-Mayadeen.

A agência de notícias estatal libanesa, NNA, informou que dois ataques tiveram como alvo a cidade de Bnaafoul, no sul do Líbano, e um terceiro em Khirbet Dweir, entre as cidades de Sarafand e Baysariyeh. Bombardeios também foram registrados entre as cidades de Roumin e Houmine, no distrito de Nabatieh.

Em outro episódio, um drone israelense atingiu a cidade de Blida, no distrito de Marjayoun, enquanto os moradores colhiam azeitonas, informou a NNA. A agência relatou ainda ataques aéreos israelenses nos distritos de Sidon, Marjayoun e Bint Jbeil, no sul do Líbano, bem como Baalbek, na região Leste do Líbano.

No Vale do Bekaa, no leste, a ocupação israelense lançou um ataque aéreo contra os arredores da cidade de Shamstar, resultando em um mártir.

Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram explosões poderosas que criaram ondas de choque massivas que ecoaram pelo sul do Líbano, gerando pânico entre os moradores, enquanto mísseis disparados por jatos israelenses produziam clarões sem precedentes que iluminavam os céus de cidades próximas e eram visíveis a longas distâncias.

O exército israelense alegou – sem provas -, que os ataques tiveram como alvo a infraestrutura do Hezbollah usada para armazenar armas nas regiões de Bekaa e no sul do Líbano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, por sua vez, acusou Israel de tentar destruir a infraestrutura produtiva e obstruir a recuperação econômica no Líbano sob falsos pretextos de segurança.

Cessar-fogo

A Resolução 1701 da ONU, aprovada em 2006, exige a cessação total das hostilidades entre o grupo libanês Hezbollah e Israel, bem como o estabelecimento de uma zona livre de armas entre a Linha Azul, uma fronteira de fato, e o Rio Litani, no sul do Líbano, com exceção do exército libanês e da UNIFIL.

Um cessar-fogo foi firmado em novembro de 2024, após um ciclo de um ano de ataques transfronteiriços entre o Hezbollah e Israel, iniciado em outubro de 2023. O conflito se transformou em uma ofensiva israelense em larga escala em setembro de 2024, resultando em mais de 4 mil mortes e quase 17 mil feridos somente do Líbano. Até hoje, Israel não divulgou o número oficial de mortos e feridos.

De acordo com os termos da trégua, Israel deveria se retirar totalmente do sul do Líbano até janeiro de 2025. No entanto, até o momento, retirou apenas parcialmente suas tropas e continua mantendo presença militar em cinco postos fronteiriços.

Com informações das agências internacionais de notícias

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