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A Suframa realizou, nesta sexta-feira (17/10), a segunda edição do ciclo “Seminários dos Programas Prioritários Capda”, desta vez com foco nas diretrizes e resultados do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio). Aberto oficialmente pelo superintendente Bosco Saraiva, o evento teve a programação coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), reunindo representantes de empresas, instituições de pesquisa e órgãos públicos, entre outros.
A programação começou com um tour dos organizadores pelos estandes, mas, antes o superintendente destacou a realização do encontro como de suma importância para o fortalecimento da Zona Franca de Manaus (ZFM).
“O avanço nesse setor da bioeconomia é muito importante e fundamental para que, de fato, a gente comece a transformar em realidade aquilo que é a produção em escala industrial das nossas coisas, no insumo que está presente nos 500 anos de vida da região amazônica”, ressaltou.
O superintendente destacou ainda que, no próximo mês de novembro, outro grande evento será mobilizado na Suframa, também voltado à bioeconomia. “Nos dias 6 e 7 de novembro, quando realizaremos a reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), possivelmente com a presença do ministro (e vice-presidente, Geral Alckmin), nós deveremos transformar o pátio da Suframa num grande evento de amostras de todo o resultado do que se vem trabalhando há quase uma década de Lei de Informática”, acrescentou Saraiva, em alusão ao 2º Encontro do Ecossistema de Inovação da Amazônia Ocidental e Amapá.
No auditório, a solenidade contou com a presença do superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da Suframa, Waldenir Vieira; da procuradora-chefe da Procuradoria Federal junto à Suframa, Diana Azin; e do diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam, Carlos Koury. Também esteve presente o enviado especial da COP30 pelo setor privado da Amazônia, Dênis Minev, entre outras autoridades.
Compromisso com a bioeconomia
O superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da Suframa, Waldenir Vieira, ressaltou o compromisso da Autarquia com a promoção da bioeconomia e a intenção de que esta se torne um motor de desenvolvimento sustentável na Amazônia. ‘A Suframa tem se dedicado a promover programas prioritários vinculados ao Capda, incluindo o de bioeconomia, como forma de reconhecer a importância de aliar desenvolvimento econômico à preservação do patrimônio ambiental da Amazônia. Dessa forma, buscamos fomentar a inovação e agregar valor aos produtos locais, fortalecendo as cadeias produtivas e gerando oportunidades para as comunidades da região’, afirmou Vieira.
A procuradora-chefe da Procuradoria Federal junto à Suframa, Diana Azin, defendeu a realização do ciclo de seminários de Investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) como iniciativas de grande relevância para o desenvolvimento sustentável da região. “A Suframa, ao abrir espaço para o diálogo e a prestação de contas, fortalece a conciliação entre a preservação do ecossistema amazônico e o desenvolvimento social”, afirmou Azin.
Por fim, o diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam, Carlos Koury, destacou o potencial da Amazônia para reunir conhecimentos e gerar oportunidades de impulsionamento da bioeconomia. ‘Enfrentamos desafios constantes, mas com investimentos e inovação – como demonstram as dezenas de soluções propostas para a questão da contaminação da castanha, por exemplo – estamos construindo um futuro de novos produtos e serviços’, afirmou. ‘O importante é investir hoje para colher os frutos do faturamento amanhã, garantindo o desenvolvimento sustentável da região’, ressaltou Koury.
Apresentações
Na sequência dos discursos das autoridades presentes, o evento teve continuidade com as palestras “Impactos do PPBio na Bioeconomia da Amazônia Ocidental e Amapá”, apresentada pelo diretor do Idesam, Carlos Koury; “Caminhos para o desenvolvimento econômico sustentável da região Amazônica”, apresentada pelo enviado especial do setor privado da Amazônia para a COP30, Dênis Minev; e “Oportunidades de Inovação Aberta e ESG com a Biodiversidade Amazônica”, apresentada pelo também diretor do Idesam, Paulo Simonetti.
Ao final, ainda foi promovido o painel “Da Bancada ao Mercado – Desafios e Sucessos de Bionegócios na Amazônia”, bem como uma trilha com imersão sensorial e um coffee break com produtos amazônicos apoiados pelo PPBio. O seminário pode ser acessado na íntegra no canal oficial da Suframa no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=VBsEgf808cA

O hall da sede da Suframa abrigou, nesta sexta-feira (17/10), uma ampla exposição de produtos e serviços inovadores e sustentáveis da bioeconomia amazônica como parte da programação complementar do “PPBio Day”, promovido pela Autarquia em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).
O evento contou com a participação de aproximadamente 50 iniciativas apoiadas pelo PPBio oriundas de toda a Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima) e também do Estado do Amapá. São exemplos que mostram os 227 novos produtos, processos e serviços apoiados pela política pública.
Os visitantes puderam conhecer de perto uma ampla gama de produtos e serviços que estiveram divididos em quatro categorias principais: alimentos; fármacos e nutracêuticos; cosméticos e óleos; e tecnologias. No setor de alimentos, estiveram em exposição iguarias como os sprays de conservação de frutas, cervejas e gins amazônicos, chocolates com ingredientes regionais, méis fermentados, pérolas de jaraqui (farofa), snacks de pirarucu, cogumelos amazônicos, cafés especiais, cervejas, entre outros.
A categoria de fármacos apresentou insumos nutracêuticos amazônicos, gomas vitamínicas com bioativos regionais e superalimentos funcionais, além de concentrados proteicos de castanha e produtos como cloridrato de ibogaína.
O setor de cosméticos e óleos evidenciou a riqueza da biodiversidade amazônica com óleos essenciais, séruns faciais, cremes, produtos para limpeza facial, pomadas cicatrizantes e dermocosméticos veganos à base de ingredientes como sangue de dragão.
Já a categoria de tecnologia trouxe inovações como plataformas digitais, aplicativos de rastreabilidade, softwares e equipamentos para automação do cultivo e processamento de produtos regionais.
De acordo com o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, a exposição proporcionou um espaço de interação entre empresas, pesquisadores, startups e o público em geral, além de demonstrar a diversidade e o potencial econômico da bioeconomia na região.
“Investimentos na bioeconomia são um caminho natural para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, porque além de aproveitar os abundantes recursos naturais que nós dispomos e valorizar o conhecimento das comunidades locais, também fomenta de forma relevante a geração de negócios e de emprego e renda na região”, destacou Saraiva.