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Em uma cena bizarra que mostra o nível da hipocrisia da política externa dos Estados Unidos, em especial, no que se refere a suposta luta contra o terrorismo; o presidente Donald Trump recebeu na Casa Branca, em Washington, na última segunda-feira (10/11), Ahmed Sharaa, o Jolani – líder da Al-Qaeda que liderou degolações e diversos massacres contra civis na Síria e no Iraque -; e que, atualmente, comanda pela força o governo sírio.
Durante o encontro bastante amistoso, tanto Trump quanto Jolani estavam à vontade. Trump passou perfume no degolador da Al-Qaeda – contra o qual os EUA haviam colocado uma recompensa de US$ 10 milhões em troca da captura dele -;, mas agora é reconhecido pelos Estados Unidos como presidente da Síria, mesmo sem ter sido eleito para o cargo. Na mesma ocasião, Trump perguntou se Jolani tinha várias mulheres, no que o líder terrorista respondeu que era casado só com uma esposa.
Depois que assumiu pela força o comando da Síria, em 8 de dezembro de 2024 – quando foi derrubado o antigo regime do presidente Bashar al-Assad -; Ahmad Sharaa (Jolani) já ordenou dois grandes massacres no país, sendo um contra a comunidade alauíta na região do Sahel (litoral sírio) e outro contra os drusos do sul do país, em julho deste ano. Em ambos os casos, as carnificinas deixaram milhares de mortos e feridos, além de um clima de terror e medo entre a população.