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Sob um forte esquema de segurança, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou áreas do sul da Síria que estão ocupadas ilegalmente pelos israelenses. O “ladrão de Tel Aviv”, como Netanyahu vem sendo chamado pelos sírios, estava acompanhado do ministro da Defesa, Yisrael Katz, do ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, e de vários outros funcionários israelenses, entre eles o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, e o diretor do Shin Bet, David Zinni, .
A presença de Netanyahu em territórios sírio gerou reação do Ministério das Relações Exteriores da Síria, que condenou, veementemente, a visita ilegal do primeiro-ministro israelense.
Por meio de nota, o Ministério afirmou que “esta visita representa uma nova tentativa de impor um fato consumado que contradiz as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU e se enquadra na estrutura das políticas da ocupação, cujo objetivo é consolidar sua agressão e continuar a violação do território sírio”.
O comunicado também observou que “a Síria considera a visita uma grave violação da soberania e da integridade territorial da Síria”, reiterando sua firme exigência de retirada da ocupação israelense do território sírio. Enfatizou ainda que todas as medidas tomadas pela ocupação no sul da Síria são nulas e sem efeito, não tendo qualquer validade jurídica perante o direito internacional.
A declaração pediu à comunidade internacional que assuma suas responsabilidades, impeça quaisquer práticas da ocupação e a obrigue a se retirar completamente do sul da Síria e retornar ao Acordo de Desengajamento de 1974.
De acordo com uma emissora israelense, a visita de Netanyahu e sua comitiva ocorre em meio aos esforços dos Estados Unidos para assinar um acordo de segurança entre Israel e a Síria, afirmando que as negociações entre os dois lados “chegaram a um impasse”.
A visita aconteceu horas depois de Netanyahu anunciar o cancelamento de uma audiência agendada no Tribunal Distrital de Jerusalém, como parte de seu julgamento por corrupção, alegando “uma questão urgente de segurança”.
Desde a queda do antigo regime sírio, em 8 de dezembro de 2024, Israel se aproveitou da instabilidade na Síria para ocupar grandes áreas no sul do país árabe, além de avançar sobre diversas outras regiões. Israel tenta agora obter reconhecimento sobre as terras roubadas dos sírios.