Evangélicos participam de ato contra a anistia e fazem apelo para cristãos não apoiarem os fascistas

Zilma Rodrigues (verde) e Ana Lucia Amaral (vermelho) são evangélicas e estiveram no protesto contra a anistia (Foto: Anwar Assi/Portal Panorama Real)

Visto como um grupo “fiel” ao bolsonarismo, aos poucos os evangélicos vão rompendo com a extrema-direita e começam a se posicionar abertamente contra o fascismo no Brasil. Esta realidade foi vista durante os protestos realizados, neste domingo (14/12), em todo o país.

Em Brasília, onde aos gritos de “Sem anistia para golpista”, uma multidão protestou em frente ao Congresso Nacional, era possível ver vários evangélicos participando ativamente da manifestação.

Uma delas é a dona de casa Zilma Rodrigues, de 56 anos. Ela afirma que é evangélica e diz que, por muitos anos, frequentou a igreja Mundial – liderada pelo pastor Valdemiro Santigado -, mas que agora congrega em uma igreja menor em Brasília.

“Sou evangélica, mas sou progressista e gosto do Lula, pois apoio o que ele tem feito de projetos sociais. Sou dona de casa e estou sempre na luta. Tento lutar para ‘consertar’ a mente dos crentes”, disse Zilma ao portal Panorama Real.

Zilma afirma que participou do protesto em Brasília porque é contra a anistia aos golpistas do 8 de janeiro e, também, porque não concorda com a atuação da maioria dos parlamentares do Congresso Nacional. Para ela, é inadmissível que o “dinheiro do povo” seja usado “para pagar deputado fascista que fica lá fora lutando contra o Brasil”.

“Sou contra o fascismo. Defendo a liberdade, não só religiosa, mas também política, para cada um ser o que quer ser. Sou evangélica e tento conscientizar as pessoas que a pauta deles está errada. A pauta fascista não cabe dentro de igrejas e do Congresso. Cristão tem que ser antifascista. Lutar contra o fascismo”, disse Zilma.

Evangélicos vão ao ato em Manaus

Em Manaus, que testemunhou um protesto na região central da cidade, também foi possível ver evangélicos participando do ato contra a anistia aos golpistas.

O eletricista João César de Almeida, 32 anos, afirmou que é membro da Igreja Assembleia de Deus, mas ressalta que não concorda com o apoio da instituição religiosa ao bolsonarismo e ao fascismo. “A extrema-direita só faz e vota naquilo que é contra o povo. Está na hora dos cristãos se afastarem dessa ideologia que é contra os ensinamentos de Jesus Cristo”, disse.

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