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O senador Omar Aziz (PSD-AM) voltou a afirmar, na noite da quarta-feira (17/12), durante entrevista concedida a uma emissora de rádio local, que será candidato ao governo do Amazonas nas eleições de 2026 em “qualquer circunstância”. Segundo o parlamentar, ele formará uma “aliança forte” e que só não participará da corrida eleitoral do próximo ano se “Deus não der saúde ou me tirar a vida”.
Omar Aziz disse ainda que é um “homem de palavra”, que honra seus compromissos, e citou passagem bíblica para comentar a “traição” do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que recuou no apoio ao cacique do PSD-AM em seu projeto para o Governo do Amazonas em 2026.
“Sou muito conhecido no Estado do Amazonas como um ‘homem de palavra’. Se conversar com qualquer político do interior do Amazonas, 100% vão dizer que o Omar é um ‘homem de palavra’. Eu sou cristão. Mas eu não uso o nome de Deus em vão. Tenho fé. E sou prova viva de que Deus já fez muitos milagres na minha vida, tirando do fundo do poço e me colocando aqui. Tenho fé em Deus, mas não preciso usar o nome de Deus. E não uso trechos da Bíblia para me promover publicamente, nem para fazer política com passagens da Bíblia. E tem uma passagem que eu vou usar aqui, que serve para todo mundo: ‘A soberba precede a queda’”, destacou Omar Aziz.
As declarações de Omar Aziz foram um recado direto para o prefeito David Almeida, que na manhã da quarta-feira (17/12), disse em uma entrevista a uma emissora de rádio, que havia se “antecipado demais” em anunciar apoio ao cacique do PSD-AM na disputa pelo governo do Amazonas em 2026.
Ao revelar que tem um projeto pessoal para a política, David Almeida declarou que pretende “valorizar” o próprio “peso político”, uma vez que poderá ter as máquinas da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado nas eleições de 2026.
“Eu antecipei demais meu apoio. Meu apoio passou a ser, quem sabe, até descartado. Agora vou valorizar meu apoio”, afirmou David Almeida.
O recuo do político do Avante “caiu mal” no cenário local e foi visto nos bastidores da política como um ato de “traição”.