Câmara arquiva processo político contra servidor público pró-Palestina perseguido por deputados do PL

Historiador Sayid Marcos Tenório é conhecido por seu posicionamento pró-Palestina (Foto: Divulgação)

A Câmara dos Deputados decidiu colocar um fim na perseguição grotesca promovida por parlamentares fascistas do PL e arquivou, por ausência de provas, o processo administrativo instaurado contra o servidor público Sayid Marcos Tenório, conhecido por seus posicionamentos em defesa do povo da Palestina. O arquivamento foi adotado após a Casa Legislativa entender que as acusações de “racismo” e “preconceito” imputadas falsamente a Tenório são “inconsistentes”.

O processo foi articulado pelos deputados Altineu Côrtes, Marcos Feliciano e Nikolas Ferreira – todos parlamentares do PL, conhecidos por posições a favor do regime genocida de Israel -, com base em alegações de que o servidor público teria feito postagens “preconceituosas e racistas” contra uma militar israelense, que acabaram não se sustentando após análise dos fatos.

Segundo a defesa do servidor público, as acusações falsas foram usadas como instrumento para tentar silenciar a atuação política de Sayid Tenório em apoio ao povo palestino e na denúncia do genocídio promovido pelo regime sionista de Israel.

A defesa argumentou que a atuação pública de Sayid Tenório está amparada pelo exercício legítimo da liberdade de expressão e pela defesa dos direitos humanos. Sustentou ainda que não há qualquer incompatibilidade entre suas manifestações e o cargo que ocupa, além de denunciar que o processo buscava criminalizar a solidariedade internacional à Palestina.

Com o arquivamento, o caso passa a ser citado como mais um episódio de tentativa frustrada de perseguição política promovida por parlamentares fascistas da extrema-direita na Câmara dos Deputados.

Defensor da Palestina

Sayid Marcos Tenório, 64 anos, é historiador brasileiro e especialista em Relações Internacionais, sendo uma das grandes referências sobre a Causa Palestina e o Oriente Médio no Brasil.

Nascido em Garanhuns, no Estado de Pernambuco, Sayid Tenório começou a se interessar cedo pelos eventos relacionados à Palestina, mas exatamente em 1982, quando tomou conhecimento de uma das maiores carnificinas realizadas na história atual: o massacre de mais de 3 mil pessoas nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, em Beirute, no Líbano. A barbárie foi cometida por Israel, que havia acabado de invadir o território libanês e ocupou a capital do país, com a ajuda de milícias maronitas de extrema-direita.

Desde então, o pernambucano se aprofundou no assunto e não parou mais ao ponto de escrever o livro “Palestina – Do mito da terra prometida à terra da resistência” (Ed. Anita Garibaldi e IBRASPAL, 2ª ed, 2022, 408 pgs). Segundo ele, mais de 5 mil exemplares já foram vendidos.

Em junho deste ano, Sayid Marcos Tenório esteve em Manaus, onde concedeu uma entrevista exclusiva ao portal Panorama Real, que pode ser conferida neste link.

Veja a decisão da Câmara dos Deputados:

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