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As tropas de ocupação de Israel realizaram, ao longo de toda esta quarta-feira (03/09), uma ampla agressão contra várias cidades do Líbano, resultando na morte de cinco pessoas e ao menos 15 feridos, incluindo mulheres e crianças, conforme anunciou o Ministério da Saúde do país. Entre os feridos estão soldados que fazem parte da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil, na sigla em inglês)
As agressões tiveram início ainda pela manhã e se estenderam pela noite, quando bombardeios aéreos israelenses atingiram um hangar de reparo de escavadeiras entre as cidades de Ansariya e Adloun, no sul do Líbano, deixando um morto – de nacionalidade síria -, e dez feridos, incluindo três crianças libanesas, de acordo com um comunicado do Ministério da Saúde libanês.
Mais cedo, os agressores israelenses atacaram as cidades de Kharayeb, Chebaa, Taybeh e Yater, todas no sul do Líbano, deixando quatro mortos (um em cada localidade). Cinco pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas nesses ataques.
Com as novas agressões israelenses, subiu para 264 o número de mártires libaneses assassinados por Israel desde a declaração de cessar-fogo em 27 de novembro de 2024. Além deles, outras 540 pessoas ficaram feridas neste período em decorrência das violações israelenses do território libanês, de acordo com dados das autoridades locais.

Além de civis libaneses e sírios, Israel atacou soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que, por sua vez, classificou o episódio como “inaceitável”. Segundo a Unifil, drones israelenses lançaram quatro granadas perto de militares empenhados na remoção de bloqueios rodoviários que impediam o acesso a um posto da ONU.
“Uma granada caiu a menos de 20 metros de distância do pessoal e dos veículos das Nações Unidas, enquanto as outras três caíram a cerca de 100 metros. Os drones foram observados enquanto voltavam ao sul da Linha Azul [demarcação na fronteira entre Israel e Líbano]”, diz um comunicado da Unifil.
Ainda de acordo com a nota, trata-se de um dos “ataques mais graves” contra as forças de paz das Nações Unidas desde o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah. Segundo a Unifil, Israel havia sido informado antecipadamente “das obras de desocupação de estradas conduzidas pela Unifil na região a sudeste no vilarejo de Marwahin”.
A Itália, que conta com um dos maiores contingentes na Unifil, também criticou a ação de Israel. “Condenamos os ataques à missão da Unifil, que trabalha para garantir a segurança e a estabilidade do Líbano”, disse no X o vice-premiê italiano e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani.
Com informações das agências internacionais de notícias