Agressões dos EUA e de Israel no Irã e Líbano ofuscam o Eid, festa que celebra o término do mês sagrado do Ramadã

Crises econômicas e conflitos prejudicam as celebrações tradicionais do Eid no Irã, Gaza e Líbano.

Todas as pessoas desta família que estão na foto foram assassinadas por Israel no Líbano (Foto: Divulgação)

O terrorismo de Israel e dos Estados Unidos contra diversos povos muçulmanos – especialmente no Irã, no Líbano e na Palestina -; ofuscou, nesta sexta-feira (20/03), as tradicionais celebrações do Eid Al-Fitr, festa que marca o fim do período de jejum do mês sagrado do Ramadã, um dos mais importantes do calendário islâmico.

O que deveria ser um dia de alegria, com orações, visitas entre os familiares e passeios com as crianças, para muitas famílias libanesas, iranianas e palestinas, foi transformado em tristeza e dor devido às agressões perpetradas pelos terroristas judeus e evangélicos – que controlam os governos dos EUA e de Israel -, em solo libanês, iraniano e palestino.

No caso do Líbano, o número de pessoas assassinadas pelos ataques israelenses já passam de mil, enquanto outras 2.641 estão feridas em 18 dias de bombardeios massivos no pequeno país, principalmente contra alvos civis. Segundo as autoridades libanesas, mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano, muitas delas com dificuldades para achar abrigos e alimentos.

Irã

No Irã, já são mais de 1,4 mil mortos nos ataques conjuntos promovidos pelos EUA e por Israel. O país vem sendo agredido desde o dia 28 de fevereiro, sem sinal de um fim imediato. Por conta dessa situação, várias pessoas estão com dificuldades para comprar os itens normalmente adquiridos durante as festas de fim de ano, além do perigo que sofrem para fazerem as compras e serem bombardeadas nos mercados e bazares do país.

“Devidos as bombas e os mísseis, tentamos ficar mais tempo em casa, porém, o Eid Al-Fitr é uma época abençoada e vamos celebrá-lo como sempre fizemos”, disse o engenheiro Ali Gholampour, morador de Teerã, a uma TV local. Ele é casado e tem três filhos.

Palestina

Na Palestina, particularmente na Faixa de Gaza, mesmo com o cessar-fogo, várias famílias reclamam da escassez de comidas e remédios, em um situação dramática para um povo que vem sofrendo genocídio há quase 80 anos.

Até março de 2026, conforme relatórios mais recentes, o genocídio na Faixa de Gaza tinha ceifado a vida de mais de 67.173 palestinos, com estimativas de mais de 10 mil corpos sob escombros. Além disso, pelo menos 169.780 pessoas ficaram feridas, com 80% das casas danificadas ou destruídas.

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