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Um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal do Amazonas, Alberto Neto (PL), entrou no “olho do furacão” do escândalo envolvendo o rombo de quase R$ 6 bilhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O parlamentar bolsonarista foi apontado como uma das figuras centrais para a criação da legislação que facilitou as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS, conforme matéria publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo”, conhecido pelas posturas de extrema-direita e pró-Bolsonaro.
Segundo a denúncia do conservador “Estadão”, Alberto Neto foi o relator de uma Medida Provisória (MP) que reduziu o controle sobre os descontos das contas bancárias dos aposentados, “abrindo caminho para uma verdadeira farra de cobranças indevidas”. A proposta foi apresentada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021, e acabou aprovada pelo Congresso Nacional.
“A emenda original prorrogava a revalidação até 2023. Depois, em conversa com o relator da medida provisória, deputado Capitão Alberto Neto, ficou estabelecido que o adiamento ficaria para 2022, podendo ser prorrogado por mais um ano por ato do presidente do INSS, dando o mesmo efeito prático pretendido”, diz um trecho da matéria.
Em suas redes sociais, o deputado Alberto Neto negou as acusações. Ele afirmou que aceitou a inclusão da proposta para “atender pedidos da sociedade”. O parlamentar, também, procurou jogar para os adversários políticos a “culpa” pela denúncia do “Estadão”.
Entidades na mira do INSS
A descoberta das fraudes no INSS já resultou na demissão de Carlos Lupi, como ministro da Previdência, saída ocorrida no último dia 2 de maio, e na exoneração de Alessandro Stefanutto, da presidência do Instituto, efetuada no último dia 23 de abril.
O rombo no INSS gerou uma guerra de acusações entre partidos da esquerda e da direita sobre a responsabilidade das fraudes, que tiveram início em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL), e foram descobertas em 2025, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atualmente, 12 entidades alvo da investigação interna do INSS. São elas:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenou pessoalmente uma reunião, na tarde desta terça-feira (06/05), em Brasília, para discutir as ações em relação à fraude que afetou milhares de aposentados e pensionistas do INSS, que tiveram descontos indevidos realizados por entidades associativas ao longo dos últimos seis anos.

O encontro, que começou por volta das 15h, no Palácio da Alvorada, durou mais de três horas e reuniu os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wolney Queiroz (Previdência), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Vinicius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além do presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, o advogado-geral da União adjunto, Junior Divino Fideles, e o secretário-executivo do Ministério da Fazendo, Dario Durigan.
A expectativa é que o governo atualize novas informações sobre o caso nos próximos dias, incluindo os contornos de um plano para ressarcimento das vítimas da fraude. Durante a reunião desta tarde, foram debatidos procedimentos para aperfeiçoar os sistemas do INSS e identificação do tamanho dos recursos desviados de beneficiários bem como um mapeamento do número de pessoas lesadas.
Com informações da Agência Brasil