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Empresa que faz a coleta de lixo em Manaus emitiu nota afirmando que demitiu o diretor Carlos Seiss, apontado como o responsável por assediar sexualmente de funcionárias da companhia
Quase dez dias após o surgimento de denúncias de abuso sexual que teria sido cometido por um de seus executivos, a Tumpex – que estava sob pressão da sociedade -, comunicou, por meio de nota, que demitiu o diretor Carlos Seiss, acusado de ter abusado de funcionárias da empresa responsável pela coleta de lixo em Manaus.
De acordo com as denúncias veiculadas na mídia local, ao menos 57 funcionárias e ex-empregadas da empresa foram abusadas sexualmente por Carlos Seiss, além de serem expostas em vídeos gravados por ele mesmo. As imagens dos crimes sexuais circularam em blogs e redes sociais da cidade.
Em nota, a empresa se manifestou sobre o assunto e garantiu que está a disposição da Justiça e do Ministério do Trabalho para esclarecimentos sobre o caso.
Leiam a Nota:
A empresa Tumpex, por meio desta Nota, vem a público se manifestar acerca dos últimos fatos noticiados em alguns portais de notícias locais envolvendo supostos casos de assédio sexual, que teriam ocorrido no âmbito interno da empresa, praticado por ação de um funcionário do seu quadro de empregados.
Desde logo, a empresa Tumpex declara que não compactua com quaisquer práticas ilegais e que preza, de forma irrestrita e intransigente, pelos valores do ser humano, do trabalhador e, principalmente, pela dignidade e bem-estar de todas as mulheres que, com muito afinco, trabalham e colaboram junto à empresa.
Nesse particular, é importante salientar que a empresa realizou apuração interna dos fatos e já procedeu com a demissão por JUSTA CAUSA do empregado envolvido no episódio. A empresa neste momento está a inteira disposição de todos os Órgãos de Controle, tais como: Ministério do Trabalho (MT), Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) para qualquer averiguação, bem como, procedendo internamente todos os levantamentos inerentes aos fatos.
Ainda, a empresa Tumpex tem fornecido apoio jurídico e psicológico, por meio de equipe técnica, às empregadas envolvidas no episódio. A empresa Tumpex enfatiza ainda que repudia veementemente a divulgação de imagens sobre o ocorrido, a violação da intimidade das colaboradoras, bem como a lamentável e desnecessária exposição publicada. Busca judicialmente as medidas cabíveis, para a necessária reparação de dano moral!
Por fim, a empresa, por meio de seus representantes e demais membros colaboradores, ressalta e reafirma publicamente o seu compromisso com o respeito à dignidade de suas colaboradoras, ciente, sempre do valor do trabalho da mulher e da necessidade irredutível de respeito à sua condição.
Ameaças
Além de compartilhar vídeos com os abusos que ocorriam dentro das dependências da empresa, Carlos Seiss foi acusado de ameaçar as funcionárias, caso elas não concordassem em fazer sexo com ele. Elas eram obrigadas pelo diretor a cometerem os atos sexuais, para que elas pudessem manter seus empregos e sustentar suas famílias. Até ameaças de morte teriam sido feitas.
“Eles tem gente do Comando Vermelho pra matar etc.”, dizia uma das mensagens, que eram utilizadas para amedrontar as mulheres.