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O regime genocida de Israel voltou a praticar novas carnificinas, nesta quarta-feira (14/05), que já mataram mais de 90 pessoas desde o amanhecer na Faixa de Gaza. As informações são da imprensa árabe que cita fontes médicas locais.
Segundo o canal pan-arábico Al-Mayadeen, os bombardeios israelenses atingiram várias áreas civis em diversas partes da Faixa de Gaza, com destaque para os ataques nos bairros de Shuja’iyya e al-Tuffah, a leste da Cidade de Gaza.
O exército de ocupação israelense ameaçou, também, os moradores do bairro de Al-Rimal, na Cidade de Gaza, pedindo que evacuassem imediatamente. Nas últimas horas, a artilharia israelense atacou o sudeste do campo de refugiados de Maghazi, no centro da Faixa de Gaza; e a Escola Abu Nuwaira, na cidade de Abasan al-Jadida, a leste de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
Autoridades palestinas de Saúde informaram, em seus últimos boletins atualizados, que o número de mortos pelas agressões israelenses subiu para mais de 52,9 mil mártires e 119.846 feridos, desde o dia 7 de outubro de 2023.
O grupo palestino Hamas confirmou que a ocupação israelense continua a impedir o acesso da Faixa de Gaza a todas as necessidades básicas da vida, incluindo alimentos, remédios, água e combustível, por mais de 70 dias consecutivos. A organização política pediu para o mundo agir no sentido de colocar um fim no genocídio cometido por Israel contra o povo da Palestina.
“A ocupação israelense está usando a fome como arma contra mais de 2 milhões e um quarto de pessoas, desafiando descaradamente a vontade da comunidade internacional, das Nações Unidas e de suas organizações, que têm repetidamente pedido a abertura das travessias e a entrada de ajuda humanitária”, disse o grupo palestino.
O Hamas enfatizou, ainda, que “o silêncio internacional e a flagrante incapacidade de impedir crimes de guerra e a propagação da fome representam um exemplo do fracasso do sistema internacional e seu perigoso recuo dos compromissos de implementar os princípios do direito internacional e humanitário”.
No fim da tarde de terça-feira (13/05), em um novo ato de crime de guerra, os agressores israelenses atacaram hospitais repletos de civis numa flagrante violação das leis internacionais. Entre as unidades hospitalares atacadas estavam o Hospital Europeu e o Hospital Nasser.
Sem apresentar provas, Israel alega que esses locais abrigam militantes armados. Por sua vez, o Hamas nega utilizar hospitais e propriedades civis para fins militares.
“Todos os que estavam no Hospital Europeu corriam com medo. Alguns de muletas, outros a gritar pelos filhos, enquanto outros eram arrastados em camas”, relatou Amro Tabash, fotojornalista local, à AFP.
Um outro ataque que atingiu o Hospital Nasser, em Gaza, Israel assassinou o conhecido jornalista palestino Hassan Aslih.
Com informações das agências internacionais de notícias