Atos pró-Palestina são reprimidos e estudantes são presos em universidades dos EUA

As manifestações pró-Palestina continuam a se espalhar em universidades de todo os Estados Unidos. Em Emerson College, Boston, 108 pessoas foram presas, nesta quinta-feira (25/04), pela repressão da polícia. Detenções também foram realizadas pela polícia na Universidade do Sul da Califórnia e na Universidade do Texas, em Austin.

A repressão mais violenta foi registrada em Atlanta, onde policiais entraram no campus da Universidade Emory para dispersar um acampamento estudantil.

“Trata-se de uma repressão ultrajante por parte da universidade permitir que a polícia prenda estudantes no nosso próprio campus. O antissemitismo nunca é bom. Não é isso que defendemos e é por isso que há tantos colegas judeus que estão aqui conosco hoje”, afirmou Byul Yoon à imprensa internacional que cobria o protesto. Ele é estudante de Direito da Universidade de Nova Iorque, que também foi afetada pelos incidentes.

Os manifestantes, entre eles judeus contrários à guerra na Faixa de Gaza, querem o fim do financiamento e projetos das instituições com empresas que estão envolvidas com Israel e a guerra, de fabricantes de armas a empresas de tecnologia como o Google e o Airbnb, que permite anúncios em assentamentos israelenses na Cisjordânia, colônias essas consideradas ilegais pelas leis internacionais.

Estudantes mantêm protestos apesar da violência policial

Até agora, as universidades rejeitam desinvestir. Apesar da ação policial, os protestos se espalham pelas universidades americanas. Na Universidade da Columbia, onde os protestos começaram mais de 100 pessoas foram detidas. Lá, as aulas presenciais foram canceladas. 

Enquanto as universidades tentam contê-los, alguns políticos pedem ao governo americano medidas mais fortes. Os ativistas estudantis afirmam que a rejeição aos protestos os dá mais força.