Auxílio emergencial a pescadores injeta R$ 145 milhões na economia do AM

Mais de 45 mil pessoas vivem diretamente da atividade pesqueira e outras 200 mil estão envolvidas no sistema produtivo e com os subprodutos

Um montante de R$ 145 milhões será injetado na economia do Amazonas com a liberação do pagamento do Auxílio Emergencial Pescador Artesanal autorizado pelo Governo Federal, via Ministério da Pesca e Aquicultura, nesta quarta-feira (06/12). A medida contemplará 55 mil pescadores de 49 municípios em situação de emergência por causa da seca. Cada um deve receber a parcela única de R$ R$ 2.640,00.

Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (06/12), pelo Governo do Estado.

Nesta quarta-feira (06/12), serão pagos 46.890 pescadores em todo o país. Na quinta-feira (07/12), outros 27.858 pescadores receberão o benefício. Já na sexta-feira (08/12), mais 28.151 pescadores artesanais serão pagos. O direito é válido para quem tem “Seguro-Defeso” concedido até o último dia 1º de novembro.

Os municípios beneficiados no Amazonas foram: Anori, Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Barreirinha, Benjamim Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Maraã, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Uarini, Urucará, Urucurituba.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), mais de 55 mil pescadores vivem diretamente da atividade pesqueira e cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas no sistema produtivo e com os subprodutos.

Ficaram de fora

No entanto, pescadores de 13 cidades do interior do Amazonas foram excluídos do benefício. Em entrevista ao Panorama Real, o presidente da Federação de Pescadores do Amazonas (Fepesca), Walzenir Falcão, disse que a medida provisória prejudicará em torno de 17 mil pessoas no Estado.

“A Fepesca enviou um novo ofício pedindo a inclusão dos municípios que ficaram de fora da medida provisória. O documento foi encaminhado para a Casa Civil da Presidência da República, para o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e para o Ministério do Trabalho e Previdência”, afirmou Falcão.

Investimentos

O apoio do governo federal para combater a crise hídrica no Amazonas já soma R$ 627 milhões, o que não inclui o “Seguro-Defeso” para os pescadores e outros auxílios emergenciais.

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