Bairros da Zona Oeste têm maior risco de doenças causadas pelo Aedes aegypti

De janeiro a 24 de novembro deste ano, Manaus registrou 2.490 casos notificados de dengue

O estudo apontou que os depósitos que mais contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti são os vasos, frascos com água (Foto: Divulgação/Semcom)

Quatro dos nove bairros de Manaus com alta vulnerabilidade a doenças causadas pelo Aedes aegypti ficam na Zona Oeste da cidade. São eles: Alvorada, Lírio do Vale, Redenção e Compensa.

Os dados foram apontados pelo 2º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), do ano de 2023, divulgados pela Prefeitura Municipal nesta terça-feira (05/12).

De janeiro a 24 de novembro deste ano, Manaus registrou 2.490 casos notificados de dengue, o que representa um aumento de 25%. Além de casos de dengue, Manaus registrou este ano 58 casos notificados de zika, em uma redução de 49,6%, em comparação ao ano passado.

Os outros cinco bairros com maior risco são: Cidade Nova e Novo Israel (Disa Norte); Jorge Teixeira (Disa Leste) e Morro da Liberdade e Aleixo (Disa Sul).

Estudo

O LIRAa foi executado em 26.506 imóveis selecionados por amostragem nos 63 bairros de Manaus. 295 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizaram visitas domiciliares buscando identificar e coletar larvas do mosquito, bem como eliminar e tratar os potenciais criadouros.

O estudo apontou ainda que os depósitos que mais contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, em Manaus, são os vasos, frascos com água, pratos, pingadeiras e bebedouros, representando 30,3% dos depósitos predominantes.

Já os depósitos de armazenamento de água para consumo em nível de solo, como tambores, tonéis ou camburões, barris e tinas, representaram 29,9% dos depósitos identificados no LIRAa. Os recipientes do tipo lixo, garrafas, latas e ferro velho são 25,4% dos depósitos encontrados.

“O LIRAa é realizado duas vezes ao ano com o objetivo de apresentar a situação atual de risco para o município e, a partir dessas informações, a Semsa pode planejar e executar estratégias de controle, estabelecendo prioridades para a atuação da Prefeitura de Manaus”, afirma Alinne Antolini, gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Agravos por Vetores (Gevam/Semsa).

*Com informações da assessoria

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