Bolsonarismo atua por identificação e desperta preconceitos nas pessoas, diz Erika Hilton

A extrema-direita e a direita têm força para avançar projetos que ela considera retrocessos para sociedade

Brasil de Fato – Em seu primeiro mandato como deputada federal, Erika Hilton (Psol-SP) afirma que os debates no congresso nacional não têm possibilitado o avanço de pautas defendidas pelo seu partido e coligações.

Segundo ela, a extrema-direita e a direita têm força para avançar projetos que ela considera retrocessos para sociedade, no entanto, que têm apoio popular por conta da tática do bolsonarismo “de atuar muito por identificação, por pior que isso seja”. “A sociedade tem esses valores adormecidos nelas: o racismo, o ódio contra LGBTs, o ódio contra minorias sociais”, aponta.

Segundo a parlamentar, as articulações entre deputados aliados têm sido mais no sentido de “barrar” projetos, do que de aprovar propostas. “O que nós estamos fazendo agora, dentro do Congresso Nacional, tanto a Câmara quanto o Senado, e eu digo isso como líder da bancada da Federação Psol e Rede, é o diálogo. Dialogar com os líderes, fazer as obstruções que são necessárias e barrar”, afirma.

Erika avalia que, na votação que manteve a prisão do deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle Franco, a votação só foi concluída desta forma porque havia um “constrangimento” na Câmara.

O que, segundo ela, não acontece quando outras pautas, como da reforma agrária ou legalização das drogas, surgem.

A parlamentar participou de um debate na Casa Popular, região central de São Paulo. Convidada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela rede BR Cidades, em parceria com o Projeto Brasil Popular, a Editora Expressão Popular, a Fiocruz e o Armazém do Campo, a parlamentar conheceu o espaço recém-inaugurado e falou com representantes dos movimentos.