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Barco com ativistas se dirigia a Gaza para ajuda humanitária

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou nota, nesta segunda-feira (09/06), após Israel interceptar o navio Madleen de ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, neste domingo (08/06), e sequestrar os 12 ativistas que estavam a bordo da embarcação, dentre eles o brasileiro Thiago Ávila. A ação criminosa israelense ocorreu em águas internacionais, consistindo em um novo crime cometido pelo regime de Benjamin Netanyahu.

“Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”, destaca o comunicado.
A nota brasileira reforça ainda “a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante”.
A embarcação, que tinha como objetivo estabelecer um canal de acesso para transporte de alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza, pertence ao movimento Freedom Flotilla Coalition que atua em ações humanitárias internacionais e promove uma campanha para acabar com o bloqueio ilegal israelense do territtório palestino Gaza.
Nascido no Distrito Federal, o ambientalista Thiago Ávila é coordenador da Freedom Flotilla Coalition. Além do brasileiro, estavam na embarcação de ajuda humanitária a ativista sueca Greta Thunberg e outros dez ativistas.
A interceptação ocorreu logo após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que havia instruído seu Exército a não permitir que a embarcação chegasse a Gaza. Na declaração, ele também informou que a tripulação seria escoltada e em seguida deportada.
De acordo com a nota do Itamaraty, as embaixadas da região estão sob alerta para prestar a assistência consular caso necessário, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e os direitos internacionais.
Com informações da Agência Brasil e das agências internacionais de notícias