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Cobrança de estacionamento seria implantada na movimentada rua do Comércio, mas foi cancelada após intervenção do vereador Gilmar Nascimento (Avante)

O cancelamento do serviço de estacionamento rotativo pago Zona Azul, que seria instalado na rua do Comércio, uma das principais e mais movimentadas do bairro Parque Dez de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus, gerou polêmica entre comerciantes, moradores e motoristas da área.
O pedido de cancelamento do sistema foi intermediado pelo vereador Gilmar Nascimento (Avante) junto ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Segundo o parlamentar, um documento com assinaturas de comerciantes e moradores foi levado até o prefeito David Almeida (Avante) para pedir que o estacionamento rotativo pago não fosse implementado no bairro.
“Recebi muitas ligações e visitas de comerciantes e moradores em meu escritório, que são contrários à implantação. Levei as reivindicações de todos e o prefeito atendeu meu pedido, mandando cancelar a implantação do Zona Azul na rua do Comércio”, disse o vereador.
Lojistas
Porém, alguns comerciantes não ficaram satisfeitos com a medida. Segundo eles, a rua do Comércio têm sofrido com a desorganização do trânsito na área.
“O impacto nas vendas e no trânsito é direto, considerando que as pessoas, hoje em dia, optam pela comodidade. A rua do Comércio nunca tem estacionamento, pois as pessoas estacionam de manhã e só saem à noite. Precisamos que seja rotativo para que tenha disponibilidade de vagas para os clientes conseguirem fazer suas compras”, disse o empresário Gustavo Simpeson Sanches, proprietário de uma loja de roupas da região.
Gustavo afirmou, ainda, que boa parte dos lojistas do bairro Parque Dez está consternada com o fato do Zona Azul ter sido cancelado. “Claro que têm alguns que não entendem a necessidade do programa, mas são poucos comparados a quem enxerga as necessidades do comércio daquela região”, pontuou.
Motoristas
Por outro lado, moradores e motoristas que vivem e trafegam no entorno da rua do Comércio dizem que o cancelamento do sistema Zona Azul trouxe vantagens.
“Vários moradores precisam estacionar seus carros durante todo o dia e a cobrança do Zona Azul se torna um problema. Fiquei satisfeita com o cancelamento do serviço”, disse Maria de Lourdes, moradora do bairro Parque Dez há 13 anos.
O professor Antônio Trindade, que nas horas vagas trabalha como motorista de aplicativo, também, comemorou a decisão. “Às vezes, enfrentamos problemas devido a demarcação dessas vagas do Zona Azul, e acabamos pagando por esta medida com a aplicação de multas, por exemplo. Às vezes, precisamos estacionar por pouco tempo e mesmo assim somos cobrados”, destacou o trabalhador.
Cobrança
O serviço público de estacionamento rotativo pago Zona Azul foi implantado em Manaus, em 2018. No ano seguinte, o sistema passou a ser regulado e fiscalizado pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman).
Atualmente, o sistema abrange a área central da capital, na zona Sul, e, também, o conjunto Vieiralves, na zona Centro-Sul.
Desde 2 de janeiro de 2023, o programa de estacionamento vem praticando o valor de R$ 3,50 a hora. Um acordo extrajudicial firmado com a Prefeitura de Manaus assegurou um desconto de R$ 0,48 aos usuários. A empresa pleiteava um valor de R$ 3,98.
Multa abusiva
Atualmente, o Zona Azul oferta 5.397 vagas, sendo 3.863 na área central de Manaus e outras 1.534 no conjunto Vieiralves. Para cada crédito de R$ 3,50, o motorista tem direito a uma vaga, podendo permanecer nela por até 3 horas. Quem não pagar esse valor é multado em R$ 11,94. Essa multa se repete de forma abusiva toda vez que o motorista estacionar numa vaga do Zona Azul, enquanto o débito estiver em aberto.
Ou seja, estacionar na vaga sinalizada sem pagar ou permanecer na vaga por mais de 3 horas, o motorista pode ser multado por agentes do IMMU.