Centro-direita tem vitória apertada em Portugal, que vê crescimento de partido xenófobo de extrema-direita

AD terá que coligar com outros partidos, inclusive com o radical de extrema-direita Chega, que ficou em terceiro lugar nas eleições portuguesas

Com 99% dos votos apurados, a Aliança Democrática (AD), coalizão de centro-direita formada entre o Partido Social Democrata (PSD) e o Centro Democrático Social (CDS), obteve uma vitória apertada nas eleições realizadas, no domingo (10/03), em Portugal. A AD conquistou 79 das 230 cadeiras de deputados na Assembleia da República, ficando com 29,49% dos votos.

Essa votação abre caminho para a AD formar o novo governo em Portugal. Porém, a AD terá que coligar com outros partidos, inclusive com o radical de extrema-direita Chega, que ficou em terceiro lugar ao obter 48 cadeiras, ou seja, 18,1% dos votos dos eleitores portugueses.

Luís Montenegro, líder da coalizão, tinha pedido aos portugueses uma maioria que lhe permitisse governar sozinho, mas o resultado apertado obriga a AD a negociar. Durante a campanha, ele negou a possibilidade de se aliançar com os radicais da extrema-direita do Chega.

Socialistas

Por sua vez, os socialistas, que nas eleições de 2022 tinham conseguido 41,3% e 120 deputados, ficaram em segundo lugar nas eleições com 28,7% votos, obtendo 77 assentos no Parlamento.

O líder socialista, Pedro Nuno Santos, já adiantou que o PS será oposição e não cederá a pressões para formar um governo com a AD. “Não é a nós que têm de pedir para suportar um governo. Não contem com o PS para governar, não somos nós que vamos suportar um governo da AD”, insistiu.