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Após receber duras críticas e ser acusado de querer remanejar recursos para cobrir as perdas da Fundação de Previdência do Estado do Amazonas (Amazonprev), reveladas no caso do Banco Master, o governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), tornou sem efeito, nesta quinta-feira (11/06), o decreto que previa o remanejamento de R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O valor é o dobro do aporte de R$ 50 milhões feito pela Amazonprev, ainda durante a gestão de Wilson Lima (União Brasil), em títulos sem garantias do Banco Master – liquidado pelo Banco Central após enfrentar uma crise financeira.
Cidade afirmou que, apesar da revogação, o Governo do Estado manterá medidas de prudência fiscal adotadas diante de uma suposta queda na arrecadação em 2026, por conta da queda do dólar, e da necessidade de preparação para uma possível estiagem severa no Amazonas.
“O valor continuará contingenciado e será liberado conforme as necessidades da Universidade do Estado do Amazonas. Os serviços da UEA seguem funcionando integralmente, sem qualquer prejuízo para alunos, professores, pesquisadores e demais servidores. Somos um único governo e precisamos agir com cautela, responsabilidade pública e compromisso institucional para garantir a manutenção de todos os serviços prestados à população”, afirmou Roberto Cidade.
O governador ressaltou ainda que as medidas orçamentárias de contingenciamento adotadas pelo Governo do Amazonas visam compensar uma queda de R$ 695 milhões na arrecadação estadual e assegurar recursos para enfrentar os efeitos do fenômeno El Niño, que, segundo previsões de instituições nacionais e internacionais, deverá causar efeitos fortes neste ano.
O decreto do Governo do Estado que remanejava recursos da EUA recebeu duras críticas.
O senador Omar Aziz (PSD) chegou a acusar Roberto Cidade de querer cobrir o rombo nas contas da Amazonprev em função de aportes milionários no Banco Master, que foi liquidado. “Temos visitado os municípios, sabemos que a UEA está de mal a pior, e ainda tirou os recursos deles. Para quê? Para pagar o rombo do banco Master, tirou R$100 milhões da pesquisa e da compra de um hospital universitário da universidade, que é o rombo que o Master deixou no Amazonas”, acusou o senador.
Segundo o senador, não há diferença entre Roberto Cidade e o ex-governador Wilson Lima no comando do Governo do Estado. “São os mesmos – só o sobrenome que é diferente -, mas é a mesma pessoa, o mesmo modus operandi e a mesma disciplina em relação aos maus cuidados com o erário”, disse Omar Aziz.