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Brasil de Fato – Mais de 60 mil jovens cubanos fizeram um ato na capital, Havana, em solidariedade à causa palestina e em denúncia ao genocídio perpetrado pelo Estado de Israel. Convocada e organizada por estudantes, a manifestação contou com a presença do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e de outros líderes do governo.
Minutos antes do início da mobilização, o porta-voz da Federação de Estudantes do Ensino Médio (FEEM), Daniel Gómez Martínez, foi o primeiro orador a tomar a palavra.
Diante da multidão, afirmou que “aqueles que escolhem o silêncio quando sabem que um povo está exigindo justiça são, sem dúvida, traidores da essência da humanidade. Sabemos por nossos atos revolucionários que o silêncio diante da opressão é cumplicidade. E nós, o povo cubano, a juventude cubana, não somos cúmplices desse ato”.
Enquanto sua voz ecoava nos alto-falantes, destacou que “hoje, em nossas escolas, estamos falando sobre o genocídio que está sendo cometido, aproximando-nos da realidade das crianças e adolescentes palestinos que só sonham em ver seus pais, irmãos e outros membros da família.”
Essa foi a quarta manifestação pública realizada no país, com a participação de autoridades governamentais, em solidariedade ao povo palestino desde que há um ano se iniciou uma nova escalada genocida. A manifestação foi convocada e organizada por estudantes universitários, que nos dias que antecederam o evento organizaram vários encontros de debate e reflexão com adolescentes de escolas secundárias.