Com privatização, Amazonas é o único Estado brasileiro que registra alta no preço da gasolina

Valor do litro comercializado, por exemplo, nos postos de combustíveis em Manaus, custa R$ 6,56, em média

O preço do litro da gasolina fechou a primeira quinzena de novembro a R$ 5,83, valor 1,69% mais barato durante o consolidado de outubro, no País. No entanto, entre os Estados brasileiros e o Distrito Federal, apenas o Amazonas registrou aumento no valor da gasolina, de 1,71%, no mesmo período.

A média comercializada nos postos amazonenses foi de R$ 6,56. Os dados são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

Os preços elevados do combustível no Estado ocorrem em função da privatização da antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman) ao Grupo Atem, no Amazonas, que foi vendida por R$ 1,3 bilhão durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conforme o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), os anúncios de redução dos preços dos combustíveis da Petrobras não impactam mais o Amazonas devido a privatização dos ativos no Estado. Atualmente, o grupo Atem é o único responsável pela compra e venda dos combustíveis e gás de cozinha no Amazonas.

Impacto negativo

Para o motorista de aplicativo Maurício Andrade, o aumento no preço da gasolina faz total diferença no bolso dos amazonenses e beneficia somente os empresários. “O valor de R$ 1 a mais no preço do combustível já prejudica o orçamento final do trabalhador, principalmente para quem trabalha todos os dias como motorista”, destacou Maurício.

Investigação

Em março deste ano, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) abriu uma investigação para apurar o aumento de preço da gasolina em Manaus, quando foram registrados os R$ 6,59 na bomba. Na mesma época, um acréscimo de R$ 0,34 no litro era esperado, por conta da retomada da cobrança parcial do PIS e Cofins sobre combustíveis. O aumento chegou a R$ 1 em alguns estabelecimentos.

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