Comandante de Infantaria de São Gabriel da Cachoeira é indiciado por trama golpista

General Nilton Diniz comanda quartel no interior do Amazonas (Foto: Divulgação)

O comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, em São Gabriel da Cachoeira (AM), Nilton Diniz Rodrigues, é um dos novos nomes do Exército Brasileiro a serem indiciados pela trama golpista que pretendia executar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Além do general Nilton foi indiciado o coronel Fabrício Moreira Bastos, ambos da ativa, por suposta participação na trama. Há apenas cerca de duas semanas quando foram intimados a prestar depoimento por videoconferência à Polícia Federal.

A investigação apontou que o general Nilton Diniz teria participado de reunião em que o plano de golpe teria sido tratado. Já o coronel Bastos, atual adido de Defesa em Israel, é suspeito de ter participação na elaboração de uma Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro. Ele nega participação em ter elaborado e assinado a carta, que foi subscrita por 37 militares.

Quando era coronel, Nilton Rodrigues serviu no final de 2022 como assistente do comandante do Exército, general Marco Freire Gomes. Em março de 2023, porém, ao ser promovido a general, ele assumiu o comando em São Gabriel da Cachoeira. Em outubro, antes do indiciamento, o Exército determinou a transferência dele para Comando Logística, em Brasília. O que deve ocorrer ainda este mês.

Indiciamento

Ao todo, a Polícia Federal indiciou 25 militares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão da reserva, e os generais Braga Netto, Augusto Heleno (que chefiou o Comando Militar da Amazônia – CMA- entre 2007 e 2009) e Paulo Sérgio Nogueira, todos ex-ministros na gestão passada.

Outro nome de destaque é o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, que liderou o CMA entre 2020 e 2021, antes de assumir o Comando de Operações Terrestres (Coter).

Além deles, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, preso durante a Operação “Contragolpe” da Polícia Federal (PF), é ex-comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais de Manaus do CMA, sediado em Manaus.

O ministro Alexandre de Moraes deve enviar o inquérito à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início da próxima semana. Diante disso, o Comando do Exército decidiu não se pronunciar por enquanto.

Operação

Cinco pessoas foram presas, na manhã da última terça-feira (19/11), no âmbito da operação “Contragolpe”, deflagrada pela Polícia Federal (PF), para desarticular uma organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado.

Conforme a PF, as investigações apontaram que a organização criminosa usou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022.

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