Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) decidiu fugir do Brasil e buscar abrigo na Europa. A informação foi confirmada pela própria parlamentar da extrema-direita, nesta terça-feira (03/06), em entrevista a uma rádio do interior de São Paulo.
Carla Zambelli, porém, não informou em qual país está escondida. Ela afirmou que saiu do Brasil para buscar tratamento médico em solo europeu e que irá pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados a exemplo do que já fez o seu colega de militância, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“Queria anunciar que estou fora do Brasil já faz alguns dias, eu vim a princípio buscando tratamento médico que eu já fazia aqui e agora eu vou pedir para que eu possa me afastar do cargo. Tem essa possibilidade da constituição, acho que as pessoas conhecem um pouco mais essa possibilidade hoje em dia porque foi o que o Eduardo (Bolsonaro) fez também”, afirmou Carla Zamblelli.
Embora tenha dito que está com problemas de saúde e que se licenciará do mandato, Carla Zambelli declarou que não se afastará da política mesmo vivendo na Europa. Ela afirmou que continuará a se manifestar sobre a política brasileira fora do país e que, também, vai estreitar laços com movimentos radicais da extrema-direita no território europeu e em outros países para denunciar o que ela chama de “um quadro crescente de perseguição política” no Brasil.
“Me cansei de ficar calada, me cansei de não atender meu público. Nosso país não tem condições de abarcar pessoas que querem falar tanto quanto eu”, declarou a parlamentar extremista.
Segundo ela, “o caminho nos Estados Unidos já está asfaltado (pelo Eduardo Bolsonaro e pelo Paulo Figueiredo)”. “É justamente por isso que estou escolhendo a Europa. Lá a gente precisa de alguém que fale espanhol, português, inglês. Eu vou desenvolver meu italiano. Quero estar nos principais lugares, falar com o povo francês. Em cada lugar temos pessoas que podem lutar por nós”, afirmou ao canal AuriVerde.
Carla Zambelli ainda falou que “(o trabalho de Eduardo) Pode ser feito na Europa também”. “A (primeira-ministra da Itália, Georgia) Meloni precisa começar a entender o que está acontecendo. A Espanha precisa acordar, que a esquerda está fazendo muito mal no país. O que o (Emmanuel) Macron está fazendo com a França. Eu quero estar nesses lugares todos. Ajudar o Chega em Portugal. O conservadorismo precisa avançar, e o globalismo, a esquerda precisa recuar”, declarou Carla Zambelli.
O STF, a Procuradoria-Geral da República e a Câmara dos Deputados ainda não se pronunciaram sobre o assunto. A deputada não informou a data oficial do início de sua licença, mas que está preparando a documentação à Mesa Diretora.
No último mês de abril, Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, desde então, alegava ter problemas de saúde que a impediriam de cumprir a pena em regime fechado.
Zambelli foi isolada na Câmara dos Deputadas. De extrema-direita, a parlamentar foi rechaçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a culpa pela derrota eleitoral de 2022, para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na véspera das eleições de 2022, Carla Zambelli foi flagrada correndo atrás de um homem no centro de São Paulo, apontando uma arma para o rapaz e o ameaçando.
Por conta desse episódio, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na para condenar a deputada federal pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, no dia 25 de março deste ano. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques, que deve votar pela absolvição de Zambelli. Caso seja condenada, porém, a pena prevista para o crime é de cinco anos e três meses de reclusão.
Com informações do site Brasil de Fato