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O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarou lei marcial na terça-feira (03/12), em uma ação que surpreendeu os sul-coreanos e desencadeou uma tentativa de tropas entrarem no Parlamento. O presidente do Parlamento declarou inválido o anúncio e os parlamentares votaram pela rejeição da declaração.
A medida teve a oposição até mesmo do líder de seu próprio partido, Han Dong-hoon, que estava presente na votação no Parlamento e que entrou em conflito com Yoon sobre a forma como o presidente lidou com escândalos recentes.
Após a tentativa sem êxito do presidente, militares e autoridades policiais deixaram o prédio da Assembleia Nacional do país.
Pouco depois de Yoon fazer seu anúncio na TV ao vivo, as pessoas começaram a se reunir do lado de fora do prédio do Parlamento, algumas delas gritando: “Retirem a lei marcial de emergência!”. “Prendam Yoon Suk Yeol”, gritavam outros.
Mais cedo, militares chegaram a entrar em confronto com manifestantes que se concentraram na frente do Parlamento do país, contrários a decisão.
Essa é a primeira vez desde 1980 que a lei marcial é declarada na Coreia do Sul. Segundo a agência estatal de notícias sul-coreana, a Yonhap, protestos e atividades de partidos políticos não podem ocorrer enquanto durar o decreto.