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Em mais um ato de barbárie e selvageria no genocídio cometido contra o povo palestino, o regime terrorista de Israel voltou a cometer crime de guerra ao bombardear, nesta segunda-feira (25/08), um complexo hospitalar na Faixa de Gaza, matando ao menos 20 pessoas, entre elas socorristas e cinco jornalistas que trabalhavam para agências internacionais de notícias. A agressão israelense foi captada durante uma transmissão ao vivo por parte de veículos de comunicação locais.
O novo massacre de Israel foi cometido em duas etapas. Conforme as imagens, o regime sionista israelense primeiro bombardeou o quarto andar do Complexo Médico Nasser, na cidade de Khan Yunis, causando dezenas de mortos e feridos entre as pessoas que estavam no hospital. Em seguida, aeronaves israelenses realizaram um segundo ataque, desta vez, tendo como alvo equipes de ambulância e da defesa civil – que resgatavam as vítimas do primeiro bombardeio -, e os profissionais da imprensa que cobriam o episódio naquele momento.
De acordo com as autoridades palestinas de Saúde, os jornalistas assassinados por Israel são:
Em um comunicado, o Ministério da Saúde palestino afirmou que “os ataques à ocupação do hospital e o assassinato de profissionais médicos, jornalistas e da defesa civil são uma continuação da destruição sistemática do sistema de saúde”, apelando à comunidade internacional e a todas as instituições relevantes para que tomem medidas imediatas.
A defesa civil local também relatou o martírio de um de seus funcionários e o ferimento de outros sete enquanto tentavam resgatar os feridos e recuperar os corpos dos mártires no local. O porta-voz da organização, Mahmud Bassal, denunciou que os agressores israelenses querem “destruir todos os aspectos da vida dos cidadãos na Faixa de Gaza”.
O médico Saber al-Asmar relatou à rede Al-Jazeera que o bombardeio atingiu o hospital em pleno funcionamento. “Estudantes de medicina estavam em sala de aula, pacientes recebiam tratamento, médicos e enfermeiros faziam seu trabalho, enquanto jornalistas se preparavam para cobrir a situação nos hospitais de Gaza. O ataque provocou pânico e muitos pacientes estão fugindo com medo de permanecer internados”, afirmou.
A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Palestina, Francesca Albanese, condenou o ataque e pediu a adoção de sanções internacionais contra Israel.
“Socorristas mortos em serviço. Cenas como esta se desenrolam a todo momento em Gaza, muitas vezes invisíveis e em grande parte não documentadas. Imploro aos Estados: quanto mais precisa ser testemunhado antes de agirem para impedir esta carnificina? Rompam o bloqueio. Imponham um embargo de armas. Imponham sanções”, escreveu em publicação no X (antigo Twitter).
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) também repudiou o ataque, classificando-o como prova da “absoluta brutalidade e sadismo da ocupação”. O grupo responsabilizou Israel e seus aliados, em especial os Estados Unidos, a quem acusa de cumplicidade nos crimes de guerra cometidos em Gaza.
Em resposta às cobranças de agências internacionais, o exército israelense afirmou que está “investigando” o caso. O comunicado diz ainda que os ataques “não têm jornalistas como alvo”.
Desde o início do genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, ao menos 244 profissionais de imprensa foram assassinados pelas forças invasoras israelenses, de acordo com dados das autoridades palestinas locais. Os ataques israelenses, somados à crise humanitária instalada no território palestino, já mataram mais de 62 mil pessoas na Faixa de Gaza, mais de 83% deles civis, conforme reconheceu o próprio governo israelense em um relatório divulgado na semana passada
O Ministério da Saúde palestino anunciou, na segunda-feira (25/08), que 11 pessoas, incluindo duas crianças, morreram nas últimas 24 horas em decorrência de fome e desnutrição na Faixa de Gaza.
O ministério confirmou que o número total de vítimas de fome subiu para 300, incluindo 117 crianças, alertando para a contínua catástrofe humanitária em vista do bloqueio e da escassez de alimentos e suprimentos médicos.
Com informações das agências internacionais de notícias e do site Brasil de Fato