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O regime terrorista de Israel, sob o comando do genocida judeu Benjamin Netanyahu, tem usado ilegalmente e de forma frequente armas proibidas pelas leis internacionais no Líbano. Na última semana, por várias vezes, os agressões israelenses usaram fósforo branco em ataques contra áreas residenciais no sul do Líbano.
Um vídeo divulgado, neste domingo (15/03), mostra a cidade de Khiam sendo atacada com munições de fósforo branco. A cidade testemunha fortes combates após ser alvo de várias tentativas de invasão terrestre por parte dos agressores israelenses, que são repelidos pelos combatentes do Hezbollah.
No último dia 9 de março, a organização Human Rights Watch (HRW) já havia acusado Israel de utilizar “ilegalmente” esse tipo de arma – que é proibida pelas leis internacionais -, na cidade de Yohmor, também, no sul do Líbano. “O Exército israelense utilizou ilegalmente munições de fósforo branco disparadas por artilharia sobre residências em 3 de março de 2026 na localidade de Yohmor, no sul do Líbano”, afirma um relatório divulgado pela organização de defesa dos direitos humanos.
O documento acrescenta que foram “verificadas e geolocalizadas sete imagens que mostram munições de fósforo branco explosivo sendo utilizadas sobre uma área residencial da localidade, e trabalhadores da defesa civil respondendo a incêndios em pelo menos duas casas e um veículo na área”.
O fósforo branco é uma substância que, em contato com o oxigênio, entra em combustão e é utilizado para criar cortinas de fumaça ou iluminar campos de batalha. Mas a munição também pode ser utilizada como arma incendiária e pode provocar incêndios, queimaduras graves, danos respiratórios, falência de órgãos ou morte.
“O uso ilegal de fósforo branco por parte do Exército israelense contra áreas residenciais é extremamente alarmante e terá graves consequências para os civis”, afirmou o pesquisador da HRW sobre o Líbano, Ramzi Kaiss. “Israel deve interromper imediatamente a prática. Os países que fornecem armas a Israel, incluindo munições de fósforo branco, devem suspender imediatamente a assistência militar e a venda de armas e pressionar Israel para que deixe de utilizar tais armas em áreas residenciais”, acrescentou.