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Em uma declaração que mostra o grau de envolvimento dos países ocidentais com o terrorismo israelense, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou, na terça-feira (17/06), durante a reunião da cúpula do G7, no Canadá, que as guerras realizadas pelo regime sionista contra os povos do Oriente Médio são parte do “trabalho sujo” que Israel faz para as potências do Ocidente.
“Este é o trabalho sujo que Israel faz para todos nós”, disse Merz.
O político alemão ainda agradeceu o governo do genocida judeu Benjamin Netanyahu por ter atacado o Irã e outros países do Oriente Médio, causando mortes, caos e destruição a esses povos.
“Só posso dizer [que temos] grande respeito pelo fato de o Exército israelense e o governo israelense terem a coragem de fazer isso”, acrescentou Merz, em entrevista à emissora alemã ZDF, ignorando as vítimas civis que foram mortas e feridas pelos terroristas israelenses em países como Irã, Iêmen, Líbano, Palestina e Síria.
O discurso do chanceler alemão revela o grau de ódio contra os povos do Oriente Médio existente nas lideranças políticas das principais potências ocidentais, que são os verdadeiros patrocinadores do genocídio em curso na Palestina e das guerras contra Irã, Iêmen, Líbano e Síria, que já resultaram em milhares de mortos e feridos, além da destruição da infraestrutura dessas nações.
Depois dos Estados Unidos, a Alemanha é o país que mais fornece armas para o regime terrorista de Israel cometer genocídio na Palestina. Os alemães chegaram a intervir a favor do governo israelense na acusação de genocídio feita pela África do Sul perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ).
Além da Alemanha, compõem o G7 – grupo de potências industriais do Ocidente -, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Por outro lado, o presidente francês, Emmanuel Macron, adotou uma postura mais cautelosa e afirmou, na terça-feira (17/06), ser contra ações militares contra o Irã que pudessem levar a uma mudança de regime e a um potencial caos no país.
Ele pediu um cessar-fogo e o retorno das negociações sobre seu programa nuclear. “Não queremos que o Irã tenha uma arma nuclear”, disse Macron. “Mas o maior erro seria usar ataques militares para mudar o regime, porque aí seria o caos”.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a “rendição incondicional” do Irã e, ainda, ameaçou matar a principal liderança do país, o grão-ayatollah Sayed Ali Khamenei.
Com informações das agências internacionais de notícias