Dan Câmara é alvo do MP-AM após promotor flagrar servidores dentro de presídio em Humaitá usando viatura da PM

Integrantes de equipe de deputado estadual teriam utilizado veículo da Polícia Militar para entrar em presídio, sem justificativa oficial

Dan Câmara ainda não se manifestou sobre a investigação (Foto: Divulgação/Aleam)

O deputado estadual Dan Câmara (PSC) está na mira do Ministério Público do Amazonas (MPAM) após servidores do seu gabinete na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) serem flagrados dentro do presídio na cidade de Humaitá, logo após um motim e uma tentativa de fuga no local. Segundo a denúncia, os servidores também chegaram ao local em veículo oficial da Polícia Militar sem justificativa oficial.

O flagrante aconteceu durante uma vistoria realizada pelo promotor de Justiça Weslei Machado, na última sexta-feira (20/09). Segundo o magistrado, os servidores estavam vestidos com camisetas pretas, identificadas como membros da equipe do “Comandante Dan Câmara”. Questionados sobre a razão de estarem em um ambiente de segurança durante uma situação de tensão, um dos presentes afirmou que integravam a Comissão de Segurança Pública da Aleam.

Ao promotor, um dos servidores, identificado como um militar da reserva, afirmou que ele e sua equipe estavam no local a serviço do deputado, tratando de questões de segurança pública de interesse do Estado, fazendo registros fotográficos.

O uso de veículo oficial da Polícia Militar, pertencente a um grupamento especial denominado ‘Graer’, para o deslocamento de servidores da Aleam, sem justificativa oficial aparente, chamou a atenção do promotor de Justiça, que agora quer explicações oficiais da PM e da Assembleia Legislativa.

O MP-AM solicitou informações à Assembleia Legislativa, a fim de verificar se os servidores tinham autorização formal para se deslocarem até Humaitá e se houve pagamento de diárias. Além disso, a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública foi notificada sobre o uso de veículo da Polícia Militar.

O objetivo é apurar se houve desvio de função ou irregularidade no uso de servidores e bens públicos para promover interesses privados, o que pode configurar violação aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade.

A reportagem procurou o deputado Dan Câmara, mas não obteve sucesso até a publicação dessa matéria.

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