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O partido Democracia Cristã (DC) informou, na quinta-feira (21/05), que abriu um processo disciplinar para expulsar o ex-ministro Aldo Rebelo do partido. A medida ocorre por disputas internas após Rebelo questionar a decisão da sigla de trocar o nome dele como pré-candidato à Presidência pelo do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.
Em nota, o DC informou que a decisão ocorre “após ataques do político recém-filiado contra a direção e a presidência nacional da sigla”.
Por sua vez, Aldo Rebelo disse que iria manter sua pré-candidatura até a convenção, “mesmo que tenha que judicializar”. A fala ocorreu após o anúncio de Barbosa como a aposta do partido, no fim de semana.
Além da escolha de Barbosa, a disputa interna se acirrou também depois que Aldo Rebelo fez críticas públicas ao presidente do partido, João Caldas, por conta do caso do Banco Master. ex-ministro afirmou à imprensa que Caldas demonstrava preocupação com o avanço do caso Master em Alagoas, que, até o início de abril, era administrada pelo filho dele, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), e pré-candidato ao governo do Estado.
Em entrevista à CNN na última quarta-feira (20/05), o político afirmou que a substituição se deu a “um escândalo ligado ao Banco Master em Alagoas”. “A prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito era o filho do deputado João Caldas [presidente nacional do DC]”, explicou. Ele afirmou também que, temendo uma investigação neste momento, João Caldas “procurou ter proteção” de um ex-ministro da Suprema Corte.
Em nota, a Direção Nacional do partido Democracia Cristã comunicou que abriu um processo de “procedimento disciplinar” para punir Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência pela sigla até semana passada. Segundo a vota do DC, o político será expulso sumariamente do partido em razão de “gravíssimos fatos e provas apurados”. O desligamento será informado à Justiça Eleitoral.
Conforme a nota, as recentes afirmações de Aldo Rebelo à imprensa nacional “não condizem com os valores democratas-cristãos”. O partido relata ter feito “diversas tentativas de resolução harmoniosa” que foram frustradas pela “reiterada intransigência do recém-filiado”.