De vice a governador? Tadeu de Souza traça projeto político e desponta como peça importante para a eleição de 2026

Tadeu de Souza apoiou David Almeida na reeleição deste ano e terá seu apoio em 2026 (Foto: Divulgação)

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, desponta como uma das peças importantes de um projeto político forte que visa as eleições de 2026 no Estado. Ele é visto com bons olhos pelos políticos que compõem os partidos aliados da sua sigla, o Avante.

Afinal, Tadeu de Souza poderá assumir por alguns meses o comando do Estado em meados de 2026, quando o atual governador Wilson Lima (União Brasil) deverá deixar o cargo caso decida concorrer a uma vaga na disputa eleitoral daquele ano, como, por exemplo, para o Senado. Com essa mudança, ele se gabarita até para concorrer a reeleição.

Porém, a indicação do nome de Tadeu de Souza para disputar a chapa majoritária no pleito que vai escolher o sucessor de Wilson Lima vai depender da relação com Omar Aziz (PSD), que já indicou que deseja voltar a assumir o maior posto político do Estado, e, também, de David Almeida, seu principal aliado e correligionário.

Em entrevista a mídia local neste fim de semana, Tadeu de Souza ressaltou que não tem um projeto “messiânico” para sua trajetória política, mas que está à disposição do partido no próximo pleito.

“Para mim, ser vice-governador também é ser um servidor público. Minha atuação como liderança partidária – presidente municipal do Avante –, é uma extensão da minha missão de servir ao povo, que já dura quase 30 anos. De qualquer forma, me sinto preparado para seguir trabalhando em favor do interesse público, seja num cargo eletivo ou não. Isso quem decidirá é a conjuntura político-partidária avalizada pela população. Não tenho projeto político individualizado, com pretensões messiânicas. Mas tenho um grupo político forte e esse grupo comanda a maior cidade do Amazonas”, disse ele.

Tadeu de Souza faz parte do grupo político do prefeito de Manaus, David Almeida, que rachou com o atual governador. Ele confirmou que, apesar de ocupar o segundo posto mais importante do Estado, há meses não mantém contato com Wilson Lima.

“Eu estou na linha de sucessão do Poder Executivo e, por mandamento constitucional, eu assumiria como governador caso o Wilson saísse como candidato ao Senado. Porém, não conversamos nada sobre esse assunto. Inclusive, faz algum tempo que eu não converso com ele. Houve um certo distanciamento, alguns meses antes do início do período eleitoral de 2024, mas que não partiu de mim. Eu evito misturar a política partidária com as atividades institucionais da vice-governadoria. Mesmo durante a campanha eleitoral, eu jamais fui hostil a qualquer membro do secretariado do governo e ao próprio governador. Entretanto, desde os embates eleitorais, minha posição na agenda institucional foi praticamente esvaziada. Do ponto de vista prático, o meu partido não faz parte da gestão, não tendo indicação em nenhuma secretaria, embora tenhamos quatro deputados estaduais e um vice-governador. Apesar disso, venho honrando meu mandato e continuo fazendo a minha parte, dentro das prerrogativas da função”, contou ele.

Chapa majoritária em 2026

Se não for o candidato majoritário ao cargo, Tadeu de Souza pode vir a compor a chapa encabeçada por Omar Aziz novamente como vice. Sobre essa possibilidade, ele preferiu não comentar.

“Toda liderança política tem seu legado, seja ele positivo ou negativo. É esse legado que o habilita. E um legado de erros leva à impopularidade. É o povo que irá dizer quem tem erros ou acertos, e ele já mostrou que tem memória. Sobre as eleições de 2026, é prematuro falar sobre composições neste momento porque, como eu disse, quem manda é o eleitor. Como é da democracia, qualquer decisão nesse sentido deverá partir do grupo político do qual faço parte”, avaliou.

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