Eduardo Bolsonaro diz que vai se licenciar do mandato de deputado e buscará refúgio nos EUA

O deputado federal da extrema-direita, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), anunciou em suas redes sociais, nesta terça-feira (18/3), que vai se licenciar do mandato na Câmara. Segundo ele, o afastamento das atividades parlamentares é para ficar nos Estados Unidos para tentar convencer o governo Donald Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques golpistas do 8 de janeiro no país e para obter sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo sobre golpe de Estado no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado.

Segundo o parlamentar extremista, essa foi “a decisão mais difícil de sua vida”. “Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos”, afirmou Eduardo, que chama Moraes de “psicopata”, “homem de geleia” e o acusa de ser o chefe da “gestapo da Polícia Federal”, em uma referência à polícia secreta da Alemanha nazista de Hitler.

Em pouco mais de um mês desde a posse de Trump, Eduardo foi ao menos quatro vezes aos Estados Unidos para tentar convencer parlamentares norte-americanos, empresários e integrantes da Casa Branca de que é necessário tomar medidas públicas contra o governo brasileiro. Esse comportamento foi amplamente criticado no Brasil, onde o político fascista foi chamado de “traidor” e acusado de cometer crime de lesa-pátria.

A campanha de ódio de Eduardo contra o Brasil ocorre diante da possibilidade concreta que seu pai, Jair Bolsonaro, já inelegível até 2030, seja julgado pelo STF em breve por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro de 2022. A Corte decidirá no próximo dia 25 de março se o ex-presidente se tornará réu após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro nega as acusações.

“Não é fácil saber que o meu pai pode ser injustamente preso e talvez eu jamais tenha a chance de reencontrá-lo pessoalmente de novo”, diz Eduardo, em tom de vitimismo.

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