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Na última campanha eleitoral, em 2022, quando disputou uma vaga para o Congresso Nacional, o então candidato Amom Mandel ficou famoso pela frase “beba água”, que repetia devido ao curto tempo que possuía durante a propaganda no rádio e na TV naquela época, para incentivar as pessoas a se hidratarem. Porém, no pleito deste ano, o parlamentar do Cidadania já dá sinais de “desidratação” na corrida pela Prefeitura de Manaus, onde saiu do segundo lugar para a terceira colocação.
Conforme as últimas pesquisas da disputa eleitoral na capital amazonense, Amom foi superado por Roberto Cidade (União Brasil), e há especialistas que cravam que haverá um segundo turno entre o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e o prefeito David Almeida (Avante), que busca à reeleição para um novo mandato.
Um deles é o empresário Durango Duarte, dono da Perspectiva, empresa responsável por realizar diversas pesquisas eleitorais no Estado. Em entrevista concedida à imprensa local, na última terça-feira (17/09), ele afirmou que o segundo turno em Manaus estaria definido entre David Almeida e Roberto Cidade.
”Se eu pegar a pesquisa Quaest, uma empresa coirmã ao qual eu respeito tecnicamente, se eu pegar a pesquisa da Perspectiva que saiu essa semana, primeira coisa: ele (Cidade) ultrapassou, de fato, a candidatura de Amom Mandel. Existe uma linha de descendência do Amom. Todas as pesquisas apontam que, de fato, ele está na casa dos 15%. Ele chegou a ter quase 30% dos votos e hoje ele perdeu a metade dos votos”, disse ele.
As pesquisas Quaest, Eficaz e Exame/Futura, publicadas nos últimos dias, apontam vantagem para o atual prefeito de Manaus. Já Amom e Cidade apresentaram oscilações.
O deputado federal, que estava em segundo lugar nos primeiros levantamentos, perdeu “votos” e agora disputa o posto com o presidente da Aleam, que tem o apoio total do governador Wilson Lima. Marcelo Ramos (PT), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Wilker Barreto (Mobiliza) e Alberto Neto (PL) continuam atrás.
Amom “não convence”, diz cientista político
De acordo com o cientista político Luiz Carlos Marques, a queda no gosto popular se deve ao fato de Amom Mandel não ter terminado os mandatos para os quais foi eleito e ter pouca experiência política.
“Amom Mandel, apesar de ter tido um recorde de votos, parece que não convenceu o manauara de que dará continuidade ao mandato caso fosse eleito como prefeito, tendo em vista, ele não ter terminado a vereança e agora estar concorrendo a um cargo político sendo que foi eleito como deputado federal no último pleito. Essa dúvida paira sobre ele e o impediu de crescer. A falta de experiência na política também o fez cometer alguns erros e acredito que isso tenha feito ele perder votos”, destacou.
Já Roberto Cidade, que conta com o apoio da máquina estadual, tem galgado espaço na corrida eleitoral. Ele, que na primeira pesquisa Quaest ficou com 15%, agora aparece com 19%. Já Amom caiu de 17% para 15%. “Mesmo não assustando o atual prefeito, que está no topo, Roberto Cidade tem ganhado o gosto popular e está alcançando melhores percentuais nas pesquisas. Se ele continuar nesse ritmo, pode ser que chegue ao segundo turno”, avaliou Luiz Carlos.
A segunda pesquisa Quaest para a Prefeitura de Manaus, divulgada na segunda-feira (16/09), aponta que o atual prefeito David Almeida variou positivamente para 38% das intenções de voto e manteve a liderança na disputa.
Outros três candidatos aparecem empatados tecnicamente em segundo lugar, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos: Roberto Cidade tem 19%; Amom Mandel, 15%; e Capitão Alberto Neto, 13%.
No estudo da Eficaz, David aparece com 33,1% das intenções de votos. Pela margem de erro, de 3,5 pontos percentuais, ele oscila entre 29,6 e 34,6%.
Atrás do prefeito, está Roberto Cidade com 18,2%. Ele tecnicamente empatado no margem de erro com Amom Mandel, que tem 17,1%. Acima dos dois dígitos, Alberto Neto aparece com 13%.
Na pesquisa Exame/Futura, Almeida obteve 25,3% e Cidade, 20%, enquanto Mandel caiu para 17,9%.
Três empresas de pesquisa do Amazonas tiveram levantamentos para prefeito de Manaus impugnados pela Justiça Eleitoral.
O Ipen, por exemplo, divulgou cinco pesquisas, das quais três foram consideradas irregulares. A Pontual Pesquisa também teve três dos seus sete levantamentos considerados irregulares.
A empresa Eficaz se encontra na mesma situação: das quatro pesquisas divulgadas, três foram consideradas irregulares. Cada pesquisa considerada irregular teve aplicação de multa no valor de quase R$ 53,2 mil.