Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Ao todo, os terroristas israelenses cometeram 8.719 agressões entre o dia 2 de março e 21 de abril deste ano, causando uma média diária de quase 200 vítimas no território libanês

Mais de 10 mil pessoas foram mortas ou feridas em 51 dias de agressões de Israel no Líbano, conforme um balanço atualizado divulgado pelo governo libanês das vítimas da última guerra no país contabilizadas entre o último dia 2 de março até o dia 21 de abril deste ano. Ao todo, foram 2.454 mártires e 7.658 feridos em 8.719 ataques israelenses registrados neste período.
Entre as vítimas fatais estão mais de 450 mulheres e crianças, mais de 100 socorristas e paramédicos, 15 militares do Exército Libanês e 16 membros das forças de segurança do Estado. O Hezbollah não anunciou ainda o total de mártires em suas fileiras, porém, até o momento, há 500 combatentes identificados da resistência libanesa que foram mortos nos confrontos contra os invasores israelenses.
Por sua vez, a mídia israelense tem reportado que Israel teve quase 700 soldados mortos e feridos durante a atual invasão do Líbano. O governo israelense não divulgou ainda o número oficial de baixas.
As agressões israelenses também causaram o deslocamento de quase 1,2 milhão de pessoas em todo o Líbano, obrigando o governo libanês a acolher as famílias deslocadas pela guerra em abrigos provisórios, como escolas e outros prédios públicos. Outras pessoas foram alocadas em casas de parentes ou tiveram que alugar locais para morar em outras cidades libanesas.
Atualmente, a guerra encontra-se em um cessar-fogo frágil de dez dias, que deve se encerrar no próximo dia 27 de abril, caso a trégua não seja prorrogada. Durante esse período de pausa nos conflitos, milhares de pessoas retornaram para suas cidades e casas, muitas delas, completamente destruídas ou severamente danificadas.

Segundo a mídia libanesa, que cita dados oficiais das autoridades do país, aproximadamente 40 mil unidades habitacionais foram destruídas pelas agressões de Israel em todo o Líbano, sendo a maior parcela na região Sul.
Os bombardeios israelenses também deixaram 1,4 mil edifícios destruídos – grande parte deles na capital Beirute -; além de 2 mil veículos danificados e dez pontes destruídas, quase todas no sul ou no leste do país.
“Há uma destruição significativa de edifícios no sul do Líbano, com algumas áreas relatando de 40 a 50% dos danos em relação a guerra de 2006”, disseram as autoridades libanesas em nota ao divulgarem o balanço.

Além da grande quantidade de mortos e feridos e da destruição de propriedades e da infraestrutura, os libaneses vão ter que lidar com um outro problema causado pelo regime genocida de Israel: a ocupação ilegal israelense de terras libanesas.
De forma criminosa, Israel declarou uma vasta área da fronteira sul do Líbano como uma zona de ocupação que chamou de “Linha Amarela”, semelhante ao perímetro usado pelos usurpadores israelenses para ocupar território palestino da Faixa de Gaza. Os invasores israelenses chegaram a publicar em 19 de abril um mapa da área, o que foi rechaçado prontamente pelo Governo do Líbano e pelo Hezbollah, grupo de combate a ocupação israelense dentro do território libanês.

O mapa abrange áreas além da costa sul do Líbano e adentrando o oceano, incluindo o campo de gás de Qana, que pertence ao Líbano de acordo com o acordo de fronteira marítima firmado remotamente entre Beirute e Tel Aviv em 2022. “Cinco brigadas militares estão operando simultaneamente ao lado de forças navais ao sul da ‘linha de defesa’ avançada no sul do Líbano para destruir a infraestrutura ligada ao Hezbollah na área e impedir uma ameaça direta às cidades do norte”, disse um porta-voz do exército israelense.
Inicialmente, o exército israelense se referia à área de 10 quilômetros como uma “Linha Amarela”. Segundo os invasores israelenses, a zona de 10 quilômetros inclui 55 cidades e vilarejos no sul do Líbano, o equivalente a 500 quilômetros quadrados de territórios libaneses ocupados ilegalmente pelo regime genocida de Israel.
No entanto, o pesquisador libanês Ahmad Baydoun revelou que a área “abrange aproximadamente 70 vilarejos libaneses – mais do que os 55 vilarejos relatados pela mídia israelense”. Baydoun também observa que o mapa “engloba completamente” o campo de gás de Qana.
O acordo sobre a fronteira marítima foi firmado com o governo do ex-primeiro-ministro israelense Yair Lapid – agora opositor de Benjamin Netanyahu. Quando o acordo foi fechado, Netanyahu e seus aliados o criticaram duramente na época, afirmando que o governo de Lapid cedeu mais do que deveria.
