Entidades repudiam suspensão de bonificação para ingresso na Ufam

Representantes das entidades criticaram a suspensão da bonificação (Foto: Divulgação/Adua)

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) e outras entidades estudantis emitiram nota repudiando a suspensão da bonificação de 20% na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por estudantes que disputam vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A suspensão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (17/01). A decisão foi criticada pelas entidades estudantis e sindicais por ser um ataque à luta por inclusão e equidade no acesso ao ensino superior, aprofundando as desigualdades históricas na região.

“Como entidade sindical que tem como marca de sua história de luta a intransigente defesa dos direitos sociais, notadamente do direito à educação pública, gratuita e universal, sem o que resta vazio o ideal de soberania nacional, a Adua não pode admitir que a Ufam se resigne a aceitar, sem recorrer, uma decisão do STF que só amplia as já inaceitáveis desigualdades educacionais do Amazonas”. destacou a entidade em nota pública.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufam também emitiu nota de repúdio, classificando a decisão como ameaça ao futuro de estudantes amazonenses e como forma de enfraquecer o compromisso histórico da universidade com a população da região.

“O bônus regional era mais do que um incentivo; tratava-se de uma política de tesouros históricos e inclusão social. Essa bonificação visava corrigir desigualdades estruturais para garantir um acesso mais equitativo à educação superior, especialmente em uma região marcada por desafios logísticos, econômicos e de qualidade na educação básica”.

 “A única saída é a organização para lutar pelo direito dos estudantes amazonenses de cursar o ensino superior”, destacaram os movimentos estudantis como o Correnteza Amazonas e o Rebele-se Amazonas

Os movimentos ressaltam que a precariedade da educação básica no Amazonas, com falta de professores, estrutura inadequada e ausência de alimentação escolar, agrava as desigualdades na preparação para o Enem. Sem o bônus, essas disparidades se tornam ainda mais evidentes, comprometendo o direito à educação de milhares de estudantes.

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