Especialistas alertam sobre os perigos da fumaça em Manaus para a saúde respiratória; veja como se proteger

Especialista da Hapvida orienta sobre prevenção, sintomas de alerta e a importância de redobrar os cuidados com o sistema respiratório

Além do calor extremo, Manaus sofre com a fumaça das queimadas (Foto: Divulgação/Hapvida)

Com a chegada do período de estiagem, a concentração de fumaça no ar de Manaus se tornou um desafio para a população. A orientação médica é fundamental para evitar complicações e reconhecer os primeiros sinais de alerta nesse cenário. Saber o momento certo de buscar suporte profissional garante mais segurança para toda a família.

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) apontam um cenário preocupante na capital. A concentração de partículas finas chegou a 87,6 microgramas por metro cúbico em algumas regiões da cidade. O índice é oficialmente classificado como “muito ruim” para a qualidade do ar.

A fumaça das queimadas consegue ultrapassar as barreiras naturais do organismo humano. Ela alcança diretamente os pulmões e provoca uma intensa resposta inflamatória. De acordo com Luciano Fontes, clínico geral da Hapvida, os reflexos da poluição afetam o corpo de diferentes maneiras.

“Essa fumaça contém partículas que provocam irritação e uma resposta inflamatória. A pessoa pode sentir ardência no nariz e na garganta, começar a tossir e ter dificuldade para respirar. Em quem já possui alguma doença respiratória, essa exposição pode desencadear uma crise ou piorar o quadro”, pontua Luciano.

Grupo de risco

Por sua vez, o cardiologista Jefferson Jezini, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) e ex-vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), destacou que a fumaça causada pelas queimadas ilegais é grave e pode trazer sérios riscos à saúde caso as pessoas não tomem alguns cuidados.

Segundo ele, o grupo de maior risco de ser afetado pela poluição do ar é formado por crianças, idosos e pessoas portadoras de comorbidades, como diabetes, hipertensão e patologias respiratória brônquicas. Ele orienta para os cuidados que a população deve tomar para não ser afetada pelos efeitos da fumaça das queimadas.

Sinais de alerta

Entre os sinais mais comuns estão a tosse persistente e a irritação na garganta. Os pacientes também relatam nariz ressecado, ardência nos olhos, dor de cabeça, cansaço e sensação de aperto no peito. No entanto, alguns quadros exigem atendimento médico de urgência imediata.

Falta de ar intensa, dificuldade para falar frases completas e chiado no peito são sinais de alerta máximo. A população também deve ficar atenta a episódios de confusão, desmaios ou coloração arroxeada nos lábios e extremidades. Nessas situações, a busca por atendimento médico não deve ser adiada.

Cuidados no dia a dia

Para minimizar os impactos e proteger a respiração, a adoção de medidas simples na rotina faz toda a diferença. Quando for preciso sair de casa, o uso de máscaras dos modelos PFF2 ou N95 é o mais recomendado. Elas conseguem filtrar melhor as partículas finas em comparação às opções de pano ou cirúrgicas.

Nos momentos de maior concentração de poluição, é fundamental manter portas e janelas fechadas. Caso utilize ar-condicionado, mantenha os filtros limpos e use o modo de recirculação do ar. Também é importante evitar fontes internas de fumaça, como cigarros ou incensos, e manter uma boa hidratação ao longo do dia.

“Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias são mais sensíveis aos efeitos da fumaça e podem apresentar evolução rápida dos sintomas. Por isso, a recomendação é reduzir ao máximo a exposição e procurar avaliação médica logo nos primeiros sinais de alteração”, reforça o médico Luciano Fontes.

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