‘Esquerda sionista’: Tabata Amaral (PSB) apresenta PL que criminaliza críticas a Israel e recebe apoio da extrema-direita

Deputada Tabata Amaral é defensora do terrorismo de Israel e jamais denunciou o genocídio cometido pelos judeus sionistas na Palestina e no Líbano (Foto: Reprodução)

O regime sionista de Israel – sob o comando de criminosos racistas e genocidas como Benjamin Netanyahu, Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich -; é hoje uma das principais vedetes da extrema-direita mundial, que tem como uma de suas bandeiras prioritárias o ódio aos partidos de esquerda.

Mesmo assim, para certas pessoas que posam de progressistas, as críticas legítimas contras as práticas criminosas cometidas pelos terroristas israelenses incomodam e, para essa esquerda sionista, essas críticas contra Israel devem ser criminalizadas.

Uma dessas “sionistas de esquerda” se chama Tabata Amaral, a deputada federal pelo PSB-SP, que apresentou o Projeto de Lei (PL) 1424/2026, cujo texto, na teoria, propõe a adoção de uma definição internacional de “antissemitismo”, mas que, na prática, pretende criminalizar as críticas ao regime criminoso sionista de Israel.

O texto prevê que críticas a Israel podem ser consideradas como “manifestações antissemitas”, pois podem ser vistas como sendo contra a “coletividade judaica”, ignorando que parte significativa da comunidade judaica mundial repudia Israel e o movimento supremacista sionista.

O Projeto de Lei de Tabata Amaral recebeu apoio imediato de políticos fascistas de extrema-direita como Kim Kataguiri (Missão-SP) de parlamentares do PL, dos Bolsonaros, e até de desputados de esquerda, incluindo seis do PT, que depois, sob pressão popular, retiraram o apoio ao projeto.

Conforme o projeto apresentado por Tabata Amaral na Câmara dos Deputados, o Brasil deveria adotar como parâmetro para estabelecer políticas públicas para o combate ao ódio aos judeus a controversa e polêmica definição da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA), que prevê, entre outros pontos, segundo os críticos, a criminalização para quem criticar a entidade sionista de Israel

A proposta de Tabata Amaral veio a público, nesta segunda-feira (30/03), gerando revolta e críticas severas contra a parlamentar sionista do PSB, partido considerado de esquerda, uma vez que tal projeto sinistro foi apresentado no momento em que o regime terrorista de Israel comete genocídio na Palestina Ocupada (tanto na Faixa de Gaza, quanto na Cisjordânia) e no Líbano – onde os terroristas judeus sionistas pretendem roubar e anexar terras libanesas -; além de cometer agressões covardes que já ceifaram milhares de vidas no Irã, incluindo mulheres, idosos e crianças.

Fepal critica Tabata Amaral
Internautas retrataram Tabata Amaral com militar do regime genocida de Israel (Foto: Redes Sociais)

Uma das críticas mais contundentes veio do presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, que classificou a parlamentar como “capanga do sionismo” ao comentar a iniciativa dessa sionista.

Ualid Rabah afirma que a deputada “requenta projeto da Mordaça Sionista no Brasil” e a descreve como “uma espécie de ‘office boy VIP’ do sionismo no Brasil”. Segundo ele, “Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou o projeto de lei 1424/26, uma versão recauchutada da PL da Mordaça Sionista, a mando de ‘israel’”.

O líder comunitário critica a adoção dos critérios da IHRA, organização que, segundo ele, é um “lobby sionista”, destacando que a definição proposta “é criticada no mundo inteiro por alargar o conceito de antijudaísmo para blindar ‘Israel’ e suas políticas genocidas de críticas”.

Rabah menciona ainda que, no Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos já se posicionou contra a definição. De acordo com ele, o órgão classificou o conceito como “inconstitucional” e afirmou que a formulação “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”.

Parlamentares de esquerda retiram assinaturas após críticas

O jornalista judeu Breno Altman, também, criticou Tabata Amaral e os parlamentares de esquerda que subscreveram o PL. “Tabata Amaral (PSB-SP), Heloísa Helena (REDE-RJ) e Vander Loubet (PT-MS) são subscritores do PL 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo, adotando regras da IHRA, da qual Lula retirou o Brasil. Não se envergonham de serem cúmplices do Estado genocida de Israel?”, afirmou.

Altman também destacou a adesão de deputados do PT ao projeto: “Seis deputados do PT assinam o Projeto de Lei 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo: Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Ana Paula Lima (PT/SC), Luiz Couto (PT/PB), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vander Loubet (PT/MS) e Welter (PT/PR). Esse comportamento é um vil insulto”.

Após receberem críticas, um grupo de parlamentares da federação PT, PV e Rede decidiu retirar seus apoios a um projeto de lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) que define o que é o “antissemitismo” para a formulação de políticas públicas.

Até a tarde da segunda-feira (30/3), ao menos oito deputados protocolaram na Câmara pedidos para retirada de suas assinaturas da proposta, que, originalmente, contava com o apoio de 45 parlamentares de diversos partidos. São eles:

Reginaldo Lopes (PT-MG)

Heloísa Helena (REDE-RJ)

Reginaldo Veras (PV-DF)

Elton Welter (PT-PR)

Vander Loubet (PT-MS)

Alexandre Lindenmeyer (PT-RS)

Luiz Couto (PT-PB)

Ana Paula Lima (PT-SC)

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