Estudantes, professores e servidores se unem em protesto contra a precarização do trabalho na Ufam

Com faixas, cartazes e apitos, os manifestantes seguiram em carreata para reitoria da Universidade

Docentes, Técnico-administrativas(os) em Educação (TAEs) e estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) de diferentes áreas protestaram, na manhã desta sexta-feira (22/03), contra a precarização do trabalho na instituição de ensino. O movimento aconteceu em frente do Campus em Manaus, na avenida Rodrigo Otávio, zona Sul.

Com faixas, cartazes e apitos, os manifestantes seguiram em carreata para reitoria da Universidade, onde foi feita a entrega do primeiro dossiê com o detalhamento da precariedade das condições de trabalho no curso de Geologia.

A 1ª secretária da Associação dos Docentes da Ufam (ADUA), Ana Cláudia Nogueira, afirmou que a precarização das universidades públicas brasileiras é a política da privatização.

“Eles querem precarizar, nos vencer pelo cansaço para que a gente apoie a privatização do Ensino Superior no Brasil, esse é um problema de todos e não apenas de docentes, técnicos e estudantes, a universidade precisa ser defendida por toda a sociedade amazonense”, disse.

Para o professor do curso de Serviço Social, Jefferson Pereira, falta orçamento para que a Ufam possa manter a excelência no ensino, pesquisa e extensão.

“É importante denunciar o que está acontecendo, é um processo de privatização, de sucateamento a galope, o objetivo nós sabemos, o projeto imposto é a privatização na universidade para que as desigualdades possam aumentar ainda mais em um país que já é tão desigual. A possibilidade de cursar uma universidade deve ser preservada para as futuras gerações”, afirmou.    

O integrante do Centro Acadêmico de Geologia (Cageo/Ufam) e discente, Mateu Silva, afirmou que as(os) discentes estão indignadas(os) com as atuais condições precárias da Ufam.

“Somos submetidos a condições precárias no trabalho de campo como, por exemplo, os ônibus com problemas nos freios, pneus carecas, sem ar-condicionado, sem a mínima condição, nós somos expostos ao perigo, diárias insuficientes para nos manter em atividade de campo, somos expostos também a salas sem piso, falta de manutenção nos banheiros, sem cadeiras”.  

Além da ADUA, também participaram da manifestação representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE/Ufam) e Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam). A presidente do DCE/Ufam, Rita Veira, destacou que o momento é crítico.

“Nós vivenciamos o desmonte da Ufam, e se nós não nos mobilizarmos para frear esse projeto de vários governos, nós corremos o risco de perder a universidade pública e gratuita, por isso nós devemos estar aqui lutando”, afirmo a estudante.

Com informações da assessoria